Com dívidas, a Escola Bolshoi de Joinville tem agenda nesta semana para tentar encaminhar os repasses de recursos em atraso e colocar as contas em dia. Os salários dos funcionários já deveriam ser sido pagos há 10 dias e há pendências com fornecedores. Nesta segunda, a direção da instituição tem encontro com o governador Eduardo Pinho Moreira para tratar da participação do governo do Estado.
O montante inicialmente tratado no ano passado, a ser transferido por meio de Lei Rouanet, era de R$ 4,5 milhões. Revisado depois, ficou em R$ 3,6 milhões, também a ser pago de forma parcelada. No entanto, até agora, nenhuma parcela foi liberada. Nos anos anteriores, o primeiro repasse era feito no início de fevereiro. Na conversa de hoje com o governador, em encontro intermediado pelo deputado Mauro Mariani, o Bolshoi vai tentar acertar um cronograma de pagamentos.
Além desse atraso, também não foi pago um patrocínio de R$ 500 mil de empresa privada. Ainda na agenda desta semana, está a assinatura de patrocínio de R$ 750 mil com a Caixa, amanhã em Brasília, em tratativa com a participação do senador Paulo Bauer. As transferências, também por meio de Lei Rouanet, iniciam em maio, em parcelas. No segundo semestre, começam a entrar os patrocínios contratados por meio da lei federal de financiamento cultural, só que o Bolshoi está com pendências agora e, por enquanto, sem perspectivas para o primeiro semestre. Por isso, a importância do início dos repasses do Estado, tradicional parceiro do Bolshoi de Joinville.