Ainda com o trauma do rio Mathias presente, Joinville levou adiante a preparação de uma série de obras de grande porte para enfrentamento das cheias, mas ainda não há estimativa para o lançamento das licitações, e, consequentemente, do início dos trabalhos. A macrodrenagem do rio Mathias começou em 2014 com previsão de conclusão em 2016. No entanto, parou em 2020, ainda na administração municipal anterior, após rescisão contratual, com execução de 70%, sem funcionalidade nem previsão de retomada. A prefeitura aguarda conclusão de laudo para decidir o que fazer.
Macrodrenagem do rio Bucarein foi selecionada pelo PAC
Nesse intervalo, Joinville teve desassoreamento de maior impacto, no rio Águas Vermelhas, com custo de R$ 30 milhões. Mas não se tratou de uma obra da lista de macrodrenagens, até porque o rio da região Oeste não faz parte da bacia do rio Cachoeira. Nesses casos, ainda vai levar tempo. A macrodrenagem dos rios Itaum e Itaum-mirim está em preparação há mais de uma década, mas continua sem previsão de licitação.
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As obras chegaram a contar com previsão de recursos em empréstimo internacional, que acabaram usados em outras demandas. Os estudos ambientais da macrodrenagem na zona Sul foram apresentados em audiência pública neste mês. A intervenção, estimada em mais de R$ 300 milhões, deverá ser dividida em lotes. Conforme a prefeitura, a macrodrenagem dos rios está em fase de projeto e, assim que for concluído, será buscada fonte de recursos. Também serão solicitadas licenças ambientais.
Pelo PAC
Duas macrodrenagens foram selecionadas pelo Novo PAC Seleções, com previsão de repasses a fundo perdido (sem necessidade de pagamento). No passado, a proposta do rio Jaguarão, no segmento entre a rua Rio Grande do Sul e a foz junto ao rio Cachoeira, foi escolhida. São R$ 206 milhões reservados. O projeto será submetido à avaliação da Caixa, segundo a prefeitura, para que seja autorizada a licitação.
Em setembro passado, foi a vez do rio Bucarein, com R$ 80 milhões. O segmento selecionado para a macrodrenagem fica entre a ponte da rua Florianópolis, perto da intersecção com a avenida Procópio Gomes, até a Ponte do Trabalhador. O trecho tem 1,1 km de extensão. O custo das obras será de R$ 72 milhões. Outros R$ 8 milhões serão usados na supervisão e trabalho técnico social. Conforme a prefeitura, está sendo preparado convênio com o governo federal. Depois, será a vez de avaliação pela Caixa para futura licitação.
Neste momento, não há previsão de quando os editais para a contratação das obras de macrodrenagem serão lançados em Joinville.










