Com “trauma” de obra parada desde 2020, Joinville tem fila de projetos contra cheias

Macrodrenagens ainda não têm prazo para a retomada

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Em frente à sede da prefeitura de Joinville, estação de bombeamento do rio Mathias continua com obras paradas (foto: Arquivo AN)

Ainda com o trauma do rio Mathias presente, Joinville levou adiante a preparação de uma série de obras de grande porte para enfrentamento das cheias, mas ainda não há estimativa para o lançamento das licitações, e, consequentemente, do início dos trabalhos. A macrodrenagem do rio Mathias começou em 2014 com previsão de conclusão em 2016. No entanto, parou em 2020, ainda na administração municipal anterior, após rescisão contratual, com execução de 70%, sem funcionalidade nem previsão de retomada. A prefeitura aguarda conclusão de laudo para decidir o que fazer.

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Macrodrenagem do rio Bucarein foi selecionada pelo PAC

Nesse intervalo, Joinville teve desassoreamento de maior impacto, no rio Águas Vermelhas, com custo de R$ 30 milhões. Mas não se tratou de uma obra da lista de macrodrenagens, até porque o rio da região Oeste não faz parte da bacia do rio Cachoeira. Nesses casos, ainda vai levar tempo. A macrodrenagem dos rios Itaum e Itaum-mirim está em preparação há mais de uma década, mas continua sem previsão de licitação.

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As obras chegaram a contar com previsão de recursos em empréstimo internacional, que acabaram usados em outras demandas. Os estudos ambientais da macrodrenagem na zona Sul foram apresentados em audiência pública neste mês. A intervenção, estimada em mais de R$ 300 milhões, deverá ser dividida em lotes.  Conforme a prefeitura, a macrodrenagem dos rios está em fase de projeto e, assim que for concluído, será buscada fonte de recursos. Também serão solicitadas licenças ambientais.

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Pelo PAC

Duas macrodrenagens foram selecionadas pelo Novo PAC Seleções, com previsão de repasses a fundo perdido (sem necessidade de pagamento). No passado, a proposta do rio Jaguarão, no segmento entre a rua Rio Grande do Sul e a foz junto ao rio Cachoeira, foi escolhida. São R$ 206 milhões reservados. O projeto será submetido à avaliação da Caixa, segundo a prefeitura, para que seja autorizada a licitação.

Em setembro passado, foi a vez do rio Bucarein, com R$ 80 milhões. O segmento selecionado para a macrodrenagem fica entre a ponte da rua Florianópolis, perto da intersecção com a avenida Procópio Gomes, até a Ponte do Trabalhador. O trecho tem 1,1 km de extensão. O custo das obras será de R$ 72 milhões. Outros R$ 8 milhões serão usados na supervisão e trabalho técnico social. Conforme a prefeitura, está sendo preparado convênio com o governo federal. Depois, será a vez de avaliação pela Caixa para futura licitação.

Neste momento, não há previsão de quando os editais para a contratação das obras de macrodrenagem serão lançados em Joinville.