Como ficou a ponte de 3,6 km com curva e “tobogã” entre dois Estados com a nova iluminação

Estrutura passou por reforma

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Ponte Ayrton Senna foi inaugurada em 1988 (foto: Lindomar Vantelino, Divulgação)

Reinaugurada nesta quinta-feira, após reforma, a Ponte Ayrton Senna conta com novo sistema de energia solar. São 227 postes com painéis de energia solar instalados sobre a estrutura de 3,6 km sobre o rio Paraná. A ponte faz a ligação entre Guaíra (PR) e Mundo Novo (MS), perto da fronteira com o Paraguai. A travessia estava há anos sem iluminação, após furto de cabos. 

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A solenidade teve a participação da Via Campo, concessionária do Lote 5 das rodovias concedidas no Paraná, responsável pelas obras, prefeituras de Guaíra e Mundo Novo, além de representantes do Ministério dos Transportes, DNIT e PRF, entre outros. Conforme relatado pela prefeitura de Guaíra, foram citados os desafios seguintes, como contorno na cidade e duplicação da BR-163 até Marechal Rondon.

A prefeitura de Guaíra informou que a travessia recebe cerca de oito mil veículos por dia, entre automóveis, ônibus e caminhões que transportam grãos, carnes, insumos agrícolas e produtos industrializados. 

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O novo sistema de iluminação tem 227 postes fotovoltaicos autônomos, com geração e armazenamento da própria energia, sem depender de conexão com a rede elétrica. Os painéis fazem a captação da radiação solar durante o dia e a convertem em energia elétrica, armazenada em baterias para utilização durante a noite. A reforma incluiu ainda a recuperação do pavimento e renovação dos dispositivos de segurança.

A ponte inaugurada em 1988 tem característica única no mundo, com tobogã com curva. A estrutura foi projetada para fazer parte de barragem, como ponte de serviço. As obras tiveram paralisação nos anos 80 e, na retomada, o governo do Paraná aproveitou a proposta inicial para fazer uma via rodoviária. Assim, foi necessária a curva para encaixar a ponte, reiniciada pelo Paraná, com o traçado a partir do Mato Grosso do Sul. O tobogã fica na curva, com elevação da estrutura, também para permitir canal de navegação no rio Paraná.