A eventual instalação de teleférico na Rota das Cachoeiras, em Corupá, depende de alteração no plano de manejo da unidade de conservação onde estão localizadas as quedas d’água. A análise da possibilidade de instalação do equipamento de transportes foi feita nos estudos sobre a concessão da atração turística, contratados pela prefeitura. A consulta pública sobre a modelagem pela gestão privada está em andamento e na próxima terça-feira (27) será realizada a audiência pública. A licitação da concessão deve ser lançada em 2027.
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A avaliação sobre o teleférico foi solicitada no edital de contratação dos estudos. O sistema de transporte aéreo, com uso de cabines movimentadas por cabos, seria uma forma de ampliar o acesso à visualização das cachoeiras, inclusive por pessoas com deficiência. No entanto, os estudos apontaram que zoneamento do plano de manejo da unidade de conservação limita a visitação e a infraestrutura turística quase exclusivamente à Zona de Visitação (com 9,9% da área) e à Zona Administrativa.
As zonas Silvestre e de Proteção, com 80% da área do parque, têm visitação proibida (acesso apenas a pesquisadores) e não permitem a instalação de infraestrutura. Portanto, a conclusão foi que haveria conflito com as normas em caso de passagem do teleférico sobre as zonas de preservação. Por isso, caso exista interesse na instalação do equipamento, a recomendação foi de atualização do plano de manejo.
14 cachoeiras
A Rota das Cachoeiras, situada em Reserva Particular do Patrimônio Natural Emílio Fiorentino Batistella, é formada por 14 quedas d’água. A visitação – fechada desde 2020, inicialmente por causa de impacto de ciclone e depois devido à pandemia – é feita por meio de trilha com quase 3 km em mata nativa. A última cachoeira do percurso, a Salto Grande, tem maior altura, com 126 metros. A rota chegou a receber quase 30 mil visitantes por ano.
A prefeitura fez a defesa da concessão como forma de reforçar o potencial turístico. “A concessão da Rota das Cachoeiras a uma entidade privada qualificada configura-se como uma alternativa estratégica para fortalecer o turismo local, estimular o desenvolvimento econômico, gerar empregos e assegurar a conservação ambiental da área”.


























