O uso de apoio náutico está entre as alterações adotadas na construção da Ponte Joinville. A utilização de balsas para o transporte de materiais não tinha previsão, mas a modalidade foi apontada como mais adequada para auxílio das obras no vão central, no qual será empregado o método de balanços sucessivos. Já o uso de balsas para bombeamento de concreto foi descartado, com preferência por tubulação.
Confira imagens das obras
O andamento das obras da ponte foi tema de apresentação da Secretaria de Infraestrutura na Câmara de Vereadores nesta semana. A ponte de 980 metros fará nova ligação entre as zonas Sul e Leste de Joinville. O custo das obras, a serem concluídas em outubro de 2027, é de R$ 395,3 milhões. A ponte é dupla, com estruturas com duas faixas de trânsito, cada.
As balsas foram escolhidas porque não há como caminhões acessarem o local do vão central, junto às margens do rio Cachoeira. O sistema cantitravel, empregado nas obras, não pode ser utilizado de forma permanente como suporte logístico. Dessa forma, as embarcações passaram a ser usadas. A balsa é usada para o transporte de formas metálicas, cabos, armaduras, ferramentas, equipamentos e materiais diversas.
As balsas também seriam usadas no bombeamento de concreto por meio de caminhões betoneira embarcados. No entanto, o assoreamento do rio e a dependência da maré acabaram levando à desistência do plano. A adoção da linha de bombeamento foi por causa de operação contínua, com maior produtividade, menor dependência do rio e maior segurança operacional, conforme a apresentação da secretaria.








