A previsão de concurso público no primeiro trimestre de 2019 e o maior peso do gasto com folha deverão levar a Prefeitura de Joinville a frear novas contratações até o final do ano, entre outras medidas. Se as medidas de contenção não surtirem efeito, isto é, o índice de despesa com pessoal não recuar até a divulgação do próximo balanço, no final de janeiro de 2019, há a possibilidade de a Prefeitura adiar a realização do concurso – o último foi realizado em 2014.
As contratações possíveis neste momento, com convocação de aprovados em concurso anterior, somente deverá ser autorizada em caso de aposentadoria ou falecimento de servidores. A renovação do vínculo dos temporários poderá ser feita somente nos contratos inferiores a dois anos, em medida ainda estudo.
A folha de pagamento da Prefeitura chegou a 53,34% da receita no último balanço da Lei Fiscal, publicado na sexta. É o maior índice no atual governo, iniciado em 2013 (primeiro mandato) e próximo do limite de 54%. A despesa com pessoal nos últimos 12 meses, incluindo o 13º salário, chegou a R$ 945 milhões.
O avanço ficou em 2% na comparação com o balanço anterior, de quatro meses atrás. Só que proporcionalmente cresceu mais, passando de 50,1% para 53,34%, porque houve queda na receita patrimonial, formada pela rentabilidade das aplicações do Ipreville, o instituto de previdência municipal.
A greve dos caminhoneiros provocou a oscilação no mercado financeiro. Com isso, a receita final do município teve redução em relação ao relatório anterior da Lei Fiscal e o peso da folha cresceu proporcionalmente. A expectativa é de o índice de comprometimento da despesa com pessoal se reduza nos próximos relatórios de gestão fiscal.
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