Eleição de Carlos Moisés para governador: mais que um tsunami em Joinville 

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A força de Bolsonaro se repetiu com mais intensidade ainda em Joinville no segundo turno. O presidente eleito chegou a 83% e pulverizou o recorde da cidade no segundo turno de eleição presidencial, obtido por Lula em 2002 com 67% dos votos. O desempenho era até previsível se levado em conta o resultado do primeiro turno, quando o candidato do PSL levou 72% da votação. 

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Também vencedor no primeiro turno na cidade, Carlos Moisés da Silva, o Comandante Moisés, quase dobrou a votação em apenas três semanas e chegou a 75,9%, muito perto do recorde de Luiz Henrique no segundo turno de 2002, quando o emedebista fez 76,8% dos válidos – com a diferença de que LHS fez toda a carreira política em Joinville, sendo prefeito três vezes. O avanço de Moisés foi tamanho que Gelson Merisio chegou a ver sua votação cair entre os dois turnos, de 26,6% para 24,04%.

O resultado de Bolsonaro, ainda que estrondoso em Joinville, de certa forma não fugiu do comportamento de oposição ao PT da maioria do eleitorado da cidade nas últimas eleições presidenciais. Depois da vitória em 2002, quando Lula recebeu apoio – e apoiou – de LHS no segundo turno, a votação petista foi se desidratando em Joinville. O PSDB conseguiu mais de 50% na disputa seguinte, foi crescendo e chegou a mais de 66% há quatro anos, com Aécio. 

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Já o desempenho de Moisés pode ser considerado mais surpreendente.

O candidato do PSL veio poucas vezes a Joinville – enquanto seu adversário priorizou a cidade. Não atendeu a convite de entidades empresariais para ouvir demandas e nem fez acenos às lideranças políticas locais. A força de Bolsonaro e a condição de novo na política mais do que foram suficientes. Nem precisou o adversário ser do PT.

No último domingo antes da eleição, dia 21, Carlos Moisés comandou carreata em Joinville. O então candidato admitiu que era pouco conhecido na cidade, mesmo tendo ficado em primeiro lugar no primeiro turno, desbancando inclusive Mauro Mariani, com base eleitoral na cidade. Mas Moisés dizia ter confiança de que o desejo do eleitorado pela renovação na política iria garantir sua vitória. Deu certo.