A maior escolaridade dos trabalhadores se transformou em uma das características da retomada do emprego em Joinville. No contingente de contratados desde janeiro do ano passado, quando começou a reação, até junho de 2018, 72% tinham ensino médio completo ou ensino superior (completo e incompleto). No período anterior à crise econômica e também de 18 meses, entre 2013 e 2014, o pessoal com mais escolaridade representou 61% dos admitidos pelas empresas em Joinville por meio da CLT. Há uma outra forma de atestar a maior escolaridade do mercado de trabalho na cidade por meio das estatísticas do Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
Há uma diferença entre admitidos e os novos empregos. Os admitidos são contratados em determinado período, sem levar em conta se foram ou não demitidos mais adiante, dentro do mesmo intervalo de tempo analisado. Já o saldo de empregos representa a diferença entre admitidos e demitidos dentro de um tempo.
No balanço dos empregos, os trabalhadores de maior escolaridade (ensino médio ou superior) ficaram com 85% das novas vagas (diferença entre admitidos e demitidos) surgidas em Joinville entre janeiro do ano passado e junho de 2018. Ou seja, de 10,4 mil novos postos de trabalho, 8,9 mil ficaram com quem concluiu o médio ou ao menos começou a cursar o ensino superior. Pelo mesmo critério, se aplicado antes da crise, entre 2013 e 2014,o índice foi 80% Em outro recuo no tempo, mais para começo da década, o percentual ficou em 65%.