O governo do Estado e a prefeitura de Joinville anunciaram nesta quinta-feira a formação de grupo de trabalho para discutir a estadualização do Hospital Municipal São José. A administração municipal, em sucessivos governos, tem defendido a maior presença do Estado (e governo federal) no custeio do hospital com a alegação de que o São José tem atuação regional e a alta complexidade não seria atribuição municipal. Conforme informado pelo governo do Estado, a primeira reunião sobre o tema foi realizada em Florianópolis.
O grupo de trabalho foi solicitado pela prefeitura de Joinville em agosto. O pedido já vinha de antes, mas foi retomado após o anúncio do início do processo de estadualização de hospital de Balneário Camboriú. Neste momento, não há cronograma sobre eventual tomada de decisão. “A discussão sobre o hospital será algo maduro, com pé no chão, sem promessa mirabolante, mas sempre avançando, nunca recuando”, afirmou o governador Jorginho Mello. Na atual gestão, foram repassados R$ 32 milhões ao hospital pelo Estado. Novo convênio, de R$ 40 milhões, está sendo pago em parcelas.
O prefeito Adriano Silva tem se queixado do que considera custo excessivo do hospital para o município. “O São José é um hospital vital para toda a região e é nossa prioridade. Mas o custo de mantê-lo é algo que nenhum outro município do Estado enfrenta. Isso tem historicamente comprometido a capacidade de Joinville de investir no crescimento e nas obras estruturantes da cidade”, afirmou o prefeito, conforme divulgado pelo governo do Estado.
Adriano pretendia passar a gestão do São José para organização social. Contratada, a Fipe elaborou a modelagem para a mudança na gestão, mas a proposta não foi adiante. O custo do hospital fica em torno de R$ 350 milhões por ano.
