Estudo aponta porto em SC com potencial para apoio à produção de energia a partir de ventos em alto-mar

Avaliação foi sobre investimentos eólicos offshore

Compartilhe:

Porto de Imbituba movimentou 5,9 milhões de toneladas neste ano, até setembro (foto: Divulgação)

O Porto de Imbituba foi selecionado em estudo para avaliação mais detalhada sobre a viabilidade de instalação de parques eólicos para aproveitamento de ventos em alto-mar para produção de energia. A lista divulgada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em trabalho em parceria com o Ministério de Minas e Energia e Agência Dinamarquesa de Energia (DEA), tem ainda os terminais de Pecém (CE), Suape (PE), Porto Central (ES), Açu (RJ),e Rio Grande (RS), além do porto em Santa Catarina.

Continua após a publicidade

A divulgação do ministério alegou que a seleção das seis instalações não determina quais portos deverão ser utilizados para futuros empreendimentos, mas aponta “oportunidades e desafios” para o desenvolvimento da atividade no País.

Os portos selecionados fizeram parte de triagem com 43 instalações portuárias pelo País. Conforme divulgado pelo Ministério dos Portos, o estudo identificou as condições atuais e as adaptações necessárias para apoiar a construção e a operação de futuros parques eólicos. A chefe de Gabinete da Secretaria Nacional de Portos (SNP), Marina Bailão, abordou a importância dos terminais para a produção de energia eólica a partir de instalações no mar.

Continua após a publicidade

“Não há desenvolvimento competitivo da energia eólica offshore sem portos preparados. Esse diagnóstico nos ajuda a identificar prioridades, antecipar gargalos e qualificar o diálogo com o setor privado. Como as adaptações necessárias podem levar de cinco a sete anos ou mais, precisamos começar esse planejamento desde já, integrando as necessidades dessa nova indústria à preparação da infraestrutura portuária brasileira”, afirmou.

As características favoráveis à produção de energia eólica offshore apontadas no estudo foram a localização estratégica, experiência com operações portuárias e offshore e possibilidade de aproveitamento de estruturas já existentes. Ainda assim, nenhum dos terminais está “plenamente preparado”: há necessidade de investimentos adicionais, como ampliação de áreas para armazenamento e montagem de equipamentos, o reforço da infraestrutura portuária e a adequação das operações às exigências da atividade.

Postura favorável 

A análise sobre o Porto de Imbituba, administrado pelo governo do Estado, citou “espaço potencial” para novos empreendimentos, mas com investimentos significativos, como obras de recuperação de terras. A localização de Imbituba foi considerada “estrategicamente importante”. O porto demonstrou postura favorável aos investimentos em energia eólica offshore.