Um redesenho no transporte coletivo para redução de despesas, com eliminação ou redução de frequências em pelo menos parte das linhas deficitárias, deverá entrar na discussão sobre o reajuste da passagem do ônibus em Joinville neste final do ano. O estudo interno está praticamente finalizado e deverá ser apresentado agora. Se as medidas propostas serão aceitas ou serão adotadas parcialmente ou de forma gradativa ao longo do ano, ainda não há decisão. O principal objetivo é tentar evitar um reajuste maior na tarifa, ainda que seja sabido de antemão de que a mexida nas linhas provocará queixas.
Uma alteração já aprovada é referente ao funcionamento do sistema no final do ano. No ano passado, o horário especial, com redução de frequências, durou entre 26 de dezembro e 12 de janeiro. Agora, será ampliado para o período de 17 de dezembro para 26 de janeiro. Ou seja, o chamado horário diferenciado passará de 18 para 40 dias. De certa forma, não deixa de ser um laboratório. Em relação a tarifa, o pedido de reajuste foi protocolado pelas empresas na Prefeitura de Joinville na semana passada. Hoje, a tarifa custa R$ 4,30 se comprada com antecedência e R$ 4,65 se adquirida dentro do ônibus (embarcada) – em dado a ser atualizado, só 5% dos passageiros compram a passagem de forma embarcada. Quando é feito o pedido de reajuste, os dois modelos de passagem não são diferenciados, é apresentado um só valor, a ser desdobrado depois.
Recurso
Na semana passada, chegou ao Tribunal de Justiça a apelação das empresas de ônibus de Joinville referente à decisão de junho da 1ª Vara da Fazenda Pública sobre a licitação do transporte coletivo. A sentença reconheceu o desequilíbrio do contrato, uma conta de R$ 125 milhões por causa da defasagem da planilha, e determinou a realização da concorrência em até um ano. A Prefeitura não precisa pagar os R$ 125 milhões: o montante pode ser quitado no momento da licitação, valendo como a outorga a ser apresentada pelas empresas.
Terras de marinha
Na passagem por Joinville na sexta, Esperidião Amin se colocou à disposição da Câmara de Joinville, se os vereadores considerarem adequado, abordar a situação das terras de marinha. O senador eleito está propondo a suspensão de novas demarcações até que questões já em discussão sejam concluídas.
Maior votação de Amin
Acompanhado por Fabio Dalonso, Amin fez agradecimento pelos votos. Em Joinville, ele teve seu melhor resultado em outubro, 77 mil votos, dez mil a mais do que na Capital. Em 1990, quando se elegeu senador pela primeira vez, Amin também registrou em Joinville sua maior votação. Na Câmara, o deputado teve encontro com Ninfo König e Nardela, além de Dalonso (foto).