As novas expansões urbanas propostas em Joinville podem acrescentar mais 8,6 mil hectares ao perímetro urbano. Se somadas expansões anteriores, já aprovadas, a ampliação urbana chegará perto de 90%. O projeto apresentado pela prefeitura na Câmara de Vereadores cria as expansões Caminho Curto e Fazenda Pirabeiraba, em região ao Norte do município, vizinha de áreas recentemente incluídas no perímetro urbano. A proposta está em tramitação no Legislativo em fase inicial, sem previsão, portanto, de quando será votada.
O avanço das expansões urbanas ganhou força a partir de 2024, quando foi regulamentada a maior delas, por enquanto, a Proteção da Paisagem Campestre, antiga Vale Verde, com 4,3 mil hectares. As áreas já haviam sido criadas antes, em momentos como a Lei de Ordenamento Territorial, a LOT (2017) e revisão do Plano Diretor (2022).
No entanto, as mudanças só passam a valer quando é aprovada lei específica de regulamentação, com definição das atividades econômicas permitidas, tamanho dos lotes, quais setores serão previstos, entre outras regras. Duas expansões chegaram a ser regulamentadas no final da década passada, a Norte e Leste, mas com áreas reduzidas (170 hectares, somadas).
O perímetro urbano começou o século com 213 quilômetros quadrados, equivalente a 21,3 mil hectares – a área urbana de Joinville ocupava 19% do município. Com as expansões já regulamentadas, o perímetro urbano ganhou mais 8 mil hectares. Há mais quatro áreas, com 2,3 mil hectares, aguardando a regulamentação. Se somadas as duas novas expansões propostas pelo município, o perímetro terá avançado 88%, chegando a 402 quilômetros quadrados.
Mais bairros
A criação das expansões implica criação de novos bairros ou ampliação dos limites de bairros vizinhos. No caso da maior expansão em território, a Proteção da Paisagem Campestre, foram criados os bairros Vale Verde e Marinas. A expansão Sul terá o bairro Polo Intermodal Babitonga (PIB). As novas áreas a serem criadas ainda não têm definição de denominação dos futuros bairros.
A mudança de uso em uma expansão, de rural para urbano, prevê pagamento de outorga à prefeitura ou realização de obras ou serviços de interesse público no entorno. No governo Udo Döhler (2013-2020), havia resistência às expansões porque o entendimento era de que o aumento do perímetro urbano elevaria os custos públicos com infraestrutura, como pavimentação, drenagem e iluminação, além da elevação de distâncias de serviços como coleta de lixo e transporte coletivo, por exemplo.
A partir do governo Adriano Silva, com continuidade na gestão Rejane Gambin, o posicionamento passou a ser de que a maior atividade econômica tem impacto na arrecadação, permitindo investimentos. A outorga também é citada com fonte de receita. Além disso, o crescimento da cidade impõe abertura mais de espaços para moradia e usos econômicos.
