Falta de insumos agrava situação da manutenção de obras e serviços públicos em Joinville

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As obras públicas e os serviços de manutenção mantidos pela Prefeitura de Joinville estão em ritmo reduzido por causa da falta de insumos. No caso dos tapa-buracos, apenas uma equipe contratada está trabalhando, atendendo casos mais emergenciais – o município costuma manter entre três e cinco equipes. Pelo mesmo motivo, a falta de asfalto, não vai adiante a obra de pavimentação na rua Wenceslau Raboch, no João Costa. A principal obra da Prefeitura, a drenagem do rio Mathias (foto), está praticamente parada em Joinville devido à falta de insumos, como concreto (o cimento, por causa da greve nas estradas, não chegou até as empresas fabricantes). Nas frentes de trabalho de instalação de galerias, estão sendo feitos serviços de manutenções e intervenções que não necessitem de materiais. 

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Nos serviços de zeladoria nos bairros, como manutenção de ruas e limpeza dos cursos d’água, por exemplo, os trabalhos estão limitados porque as empresas contratadas estão com estoques baixos de diesel. Até esta terça-feira (29), se o abastecimento não for retomado, o maquinário deverá parar totalmente. Mesmo em condições normais, o serviço de zeladoria é alvo de críticas pelas dificuldades de atendimento das demandas. Agora, a situação se agravou. A falta de combustível também afeta as obras de pavimentação com paver.

 

Cortes

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Na coletiva de imprensa sobre o enfrentamento dos impactos da greve dos caminhoneiros, o prefeito Udo Döhler alegou que a Prefeitura de Joinville terá de tomar medidas ainda mais duras do que as adotadas no final de 2015. Naquele ano, a série de cortes teve como meta a economia de R$ 60 milhões, equivalente a um mês de folha de pagamento dos servidores. Desta vez, o motivo seria a retração econômica a ser sentida no segundo semestre.

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Vai tempo

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A redução da produção industrial, inclusive em Joinville, e o menor consumo vão afetar as receitas tributárias, segundo o prefeito de Joinville. As perdas do governo do Estado em receitas podem chegar a R$ 400 milhões, com impactos no repasse para os municípios. “Serão meses até que tudo se normalize”, alegou Udo. O prefeito não definiu quais medidas serão tomadas para cortar gastos.

 

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