Em pouco mais de dois anos, a fila da espera de Joinville por moradia popular ganhou 1,9 mil famílias. Assim, são 9,6 mil famílias com informações atualizadas no cadastro da Secretaria da Habitação. O número total de cadastrados chega a 17,2 mil inscrições, mas 7,7 mil famílias não contam com informações atualizadas e precisariam renovar o cadastro para se habilitar aos programas habitacionais. Os dados foram divulgados ontem pela Habitação, que mantém na internet a lista dos cadastrados, a grande maioria com renda até três salários mínimos. Nessa relação, quase 1,6 mil na fila são idosos.
A coluna fez a comparação da relação atual com a lista atualizada em maio de 2016. Para 2018, será feita a oferta de somente 142 lotes no bairro Cubatão, sendo que metade será para famílias realocadas de outras regiões da cidade, ainda a ser escolhidas. A tramitação será concluída só depois das eleiçoes.
Para 2019, há empreendimentos sendo mapeados, com possibilidade de oferta de mais moradias na Lagoinha e Paranaguamirim. A grande aposta da Prefeitura de Joinville em moradias populares, o loteamento José Alencar, ainda não deslanchou, embora o projeto privado tenha sido apresentado há cinco anos. O plano era oferecer 4.690 moradias na zona Sul, entre apartamentos e casas, com possibilidade de atender até 15 mil pessoas, se transformando em um dos maiores bairros da cidade.
A construção no bairro Ulysses Guimarães não tem data para iniciar, ainda há questões burocráticas a serem atendidas.
Qualidade
Não causou muito barulho, mas Ninfo König (PSB) fez um lamento público sobre a qualidade da maioria dos projetos apresentados na Câmara de Joinville. O veredor citou que muitas propostas são rejeitadas nas comissões porque há vício de origem, projetos semelhantes já em andamento ou já aprovados. Ninfo está participando também da Comissão de Legislação.
No lixo
Para Ninfo, falta “preocupação” dos vereadores em fazer uma verificação do que é possível. “O trabalho é jogado no lixo”, reclamou o vereador, citando que de uma lista recente de 15 projetos, apenas um foi adiante. “Seria como se produzisse 15 automóveis e jogasse 14 no lixo para vender um”, lamentou o vereador, acrescentando que a situação se repete em outras cidades.