O plano museológico do Moinho Joinville aponta opções para utilização de espaços internos da construção centenária. O estudo traz opções de uso para exposições, atividades culturais e experiências imersivas, em trabalho contratado junto a consultoria pela Fiesc, proprietária do imóvel. A entidade entregou o documento à prefeitura na semana passada. O modelo de reutilização e reabertura do moinho como ambiente cultural está em avaliação, sem definição do modelo de gestão e fonte de recursos para a operação.
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O moinho teve a construção concluída em 1913, com cinco pavimentos, com ampliação para seis nos anos 90. O tombamento como patrimônio histórico municipal veio em 2019, como forma de preservação um dos símbolos da industrialização de Joinville. A moagem de trigo foi encerrada em 2013, com venda para Fiesc em 2018.
Sem lajes, o prédio conta com assoalho de madeira, em estruturas metálicas do início do século passado. O processo de moagem começava do alto da edificação, com etapas nos demais pavimentos. No auge, o espaço tinha parcela de 40% da produção de farinha de trigo no Estado. A maior parte do maquinário do Moinho Joinville foi mantido no local, mesmo após o fim da produção.
A fachada e a cobertura passaram por restauração após a compra pela Fiesc, enquanto que a reforma dos espaços internos aguarda a definição de qual será a utilização. Nas propostas do plano museológico, os equipamentos da moagem de trigo ficariam em exposição permanente. Há sugestão de construção de auditório na parte superior, entre outras sugestões. No terreno do qual o Moinho Joinville faz parte, foi construída a Escola Sesi de Referência, inaugurada em 2024.










