O maior projeto socioambiental da história recente de Curitiba, como define a prefeitura da Capital do Paraná, chamou a atenção de Joinville. Equipe formada por técnicos das secretarias da Habitação e da Infraestrutura estiveram em Curitiba nesta semana para conhecer o Bairro Novo do Caximba. O objetivo foi buscar referências para projeto em preparação em Joinville, de urbanização no Morro do Amaral, Comunidade Machado (Morro do Meio) e Lagoinha.
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Os investimentos de Curitiba no Bairro Novo do Caximba estão sendo bancados com empréstimo junto à Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), a mesma fonte de recursos para a iniciativa em Joinville – o financiamento de 57 milhões de euros, com parte destinada à urbanização, está em contratação. O Bairro Novo do Caximba está transformando a antiga área de ocupação irregular às margens do rio Iguaçu em um bairro planejado, com moradias, infraestrutura, equipamentos públicos, áreas verdes e parque linear (em fase de licitação).
“Nós viemos conhecer tudo aquilo que foi feito, os pormenores do projeto, as condicionantes e as problemáticas que Curitiba precisou superar. Estamos próximos da assinatura desse contrato, então essa troca de experiência é muito importante para prever algumas ações que teremos que fazer”, afirmou o secretário de Habitação de Joinville, Maurício de Diniz Martins, conforme divulgado pela prefeitura de Curitiba.
O grupo de Joinville visitou as novas casas onde as famílias já estão morando e conheceu a proposta das unidades mistas, com espaço para comércio no térreo e moradia no piso superior. Com as equipes de Curitiba, foram discutidos aspectos técnicos da intervenção e o trabalho social com as famílias. O projeto Bairro Novo do Caximba atenderá 2.120 famílias. Delas, 1.211 estão deixando áreas de risco e recebendo novas moradias. Até o momento, 647 casas foram entregues.
Outro ponto foi a área de regularização fundiária. As famílias que vivem fora das áreas alagáveis permanecem em suas moradias e são atendidas com obras de infraestrutura, como pavimentação e drenagem. O financiamento do projeto é de 47,6 milhões de euros, pela AFD.



























