Expansão da zona Sul cobre o entorno da área do campus da UFSC, que tem obras paralisadas Foto: Maykon Lammerhirt
O modelo de ocupação de extensa área na zona Sul de Joinville começa a ser discutido nos próximos dias no Conselho da Cidade, em um debate de impactos decisivos para o futuro da cidade. A Secretaria de Planejamento Urbano pretende entregar aos conselheiros a proposta inicial de definição das regras da área de expansão urbana sul, um território hoje rural que ganhará mais possibilidades de ocupação. No mesmo pacote, vão também as minutas para as áreas de expansão Norte e Leste, estas com dimensões e implicações menores.
As áreas de expansão urbana estão previstas no Plano Diretor de 2008. Só que, como quase tudo previsto no plano, há necessidade de leis acessórias para definir a aplicação. A lei de ordenamento territorial, a LOT, em vigência desde o início do ano passado, trouxe essas normas. Mas nos casos das áreas de expansão urbana, há necessidade de ainda mais leis detalhando a aplicação. É o que será feito agora, com análise no Conselho da Cidade antes da votação pelos vereadores.
A expansão da zona Sul cobre o entorno da área do campus da UFSC (com obras paralisadas e com retomada improvável pelos próximos dez anos porque a universidade se instalou no condomínio industrial Perini). É um território que pega do final do bairro Nova Brasília, pouco antes da GM, e se estende até que os limites de Joinville com Guaramirim, em porção do lado direito da BR-101 (no sentido Joinville-Florianópolis). Perto do campus da UFSC, a área de expansão atravessa a BR-101 para outro lado em direção aos limites com Araquari.
O que pode e não pode
Agora, será o momento de definir o que pode ser instalado nessa área, se moradias, indústrias etc., os tamanhos mínimos dos lotes, entre outras normas. Por questões ambientais e mesmo de planejamento, parte dos imóveis não terá alteração alguma. Por enquanto, a Secretaria de Planejamento Urbano não está divulgando as mudanças pretendidas, prefere aguardar pela apresentação no Conselho da Cidade. Mas sejam quais forem as propostas, serão suficientes para mudar profundamente a zona Sul a médio e longo prazo.