A retomada dos trens de passageiros abre a lista de demandas apresentadas pela prefeitura de Joinville na consulta pública da futura concessão da Malha Sul. No ofício encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação aponta a posição estratégica de Joinville e defende que a nova modelagem da futura concessão leve em conta as perspectivas de crescimento econômico e populacional da região, além da mobilidade regional e demandas de transporte de cargas.
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A consulta pública se estende até quarta-feira. O planejamento do Ministério dos Transportes prevê leilão da nova concessão em 2027. A Malha Sul foi dividida em três lotes. A EF-485, a ferrovia que cruza Joinville, faz parte da linha Mafra-São Francisco do Sul, com 210 km. A estrada de ferro integra o corredor Paraná-Santa Catarina.
Em 2021, a prefeitura já havia solicitado estudos para a volta dos trens de passageiros com a nova concessão, a vencer em fevereiro do ano que vem. A ferrovia foi inaugurada em Joinville em 1906, com transporte regular de passageiros entre 1910 e 1991. Desde o início dos anos, a movimentação é exclusiva para o transporte de cargas.
Regional
O ofício da prefeitura reforça pedido que associações de municípios, como a Amunesc, já haviam solicitado: a importância da ferrovia para a mobilidade regional, com integração de região onde vivem 1,6 milhão de pessoas. “Além de sua função logística, a EF-485 apresenta potencial para conectar polos urbanos, industriais, educacionais e portuários, proporcionando alternativa de mobilidade regional para trabalhadores, estudantes e demais usuários, especialmente diante da crescente pressão exercida sobre os eixos rodoviários”, alega o município.
O pedido é que a modelagem do Corredor PR-SC mantenha condições técnicas, operacionais e institucionais que não inviabilizem a futura utilização compartilhada da ferrovia para o transporte ferroviário regional de passageiros. A lista de demandas inclui a retomada das obras do contorno ferroviário de Joinville, paradas desde 2011, preparação para o crescimento de novas regiões de investimentos em logística, como a expansão Sul e o polo industrial de Guaramirim, entre outras.











