Depois do encontro com a bancada do PMDB, que seria realizado no domingo, Udo Döhler reúne a base governista em almoço hoje. A ampla maioria criada em 2017 se mantém em 2018: se houver vereadores um pouco mais afastados da base, como Jaime Evaristo (PSC) e Tânia Larson (SD), já há substitutos encaminhados, como Natanael Jordão (PSDB) e Wilson Paraíba (PSB), mais próximos do governo. Assim, a base varia entre 15 e 17 vereadores em um grupo de 19.
Por incrível que pareça, é o maior grupo de apoio das últimas duas décadas, pelo menos. Udo teve maioria no primeiro mandato, mas não com essa folga de agora: em 2015, o pedido de abertura de comissão processante contra ele por causa das liminares na saúde foi arquivado, mas teve onze votos favoráveis (só faltaram dois). No final de 2014, Udo foi derrotado na eleição para a presidência da Câmara, com a vitória de Rodrigo Fachini – um episódio que o prefeito ainda não esqueceu. Mesmo Luiz Henrique da Silveira (PMDB), sempre empenhado em formar amplas maiorias, não tinha base desse tamanho. O PT teve três vereadores entre 1997 e 2004, com oposição apoiada também pelo PPB (hoje PP) e eventualmente, ainda que raramente, pelo então PFL.
O sucessor de LHS na Prefeitura, Marco Tebaldi (PSDB), também tinha maioria, mas enfrentava o PT e a relação com o PMDB ficou mais tumultuada no final do mandato. O antecessor de Udo, Carlito Merss (PT) não teve uma base majoritária, mas conseguiu um pouco de tranquilidade na Câmara nos dois últimos anos de governo quando colaborou com a eleição de Odir Nunes para a presidência do Legislativo. Portanto, Udo tem nesse segundo mandato uma vantagem maior em relação aos seus antecessores.