Macrodrenagem de mais de R$ 300 milhões é “dividida” em Joinville

Projeto executivo tem 19 lotes; obras ainda sem prazo para começar

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Apresentação sobre preparativos da macrodrenagem foi feita na Câmara de Vereadores (foto: Mauro Schlieck, CVJ, Divulgação)

A macrodrenagem da zona Sul de Joinville, em tratativas há mais de uma década e ainda sem data para ser iniciada, teve a divisão dos projetos executivos em 19 lotes. O detalhamento sobre o plano para contenção de alagamentos nos rios Itaum-açu e Itaum-mirim foi apresentado na Câmara de Vereadores nesta semana, atendendo pedido da vereadora Tânia Larson, na comissão de Urbanismo.

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Como os projetos e licenciamentos devem ser concluídos no segundo semestre de 2025, a macrodrenagem estará apta para ser licitada a partir de 2026. A prefeitura terá de encontrar outra fonte para complementar os recursos. O empréstimo contratado em 2017 com o BID já seria originalmente dividido com outras obras, mas como a macrodrenagem ainda está em preparação, outros investimentos estão sendo feitos com o financiamento. O saldo remanescente não é suficiente para bancar todas as obras nos rios Itaum-açu e Itaum-mirim.

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O projeto executivo foi contratado em 2019 e teve o contrato encerrado em 2022, após notificações e processos administrativos. Uma nova contratação foi realizada em 2022, com prazo de entrega em 2025. Nessa mudança, a prefeitura tomou a decisão de fatiar os projetos em 19 lotes. Os impactos da pandemia também afetaram os preparativos para as obras, conforme a prefeitura.

Monumental, a intervenção nos dois rios é a macrodrenagem de maior porte em análise no Instituto do Meio Ambiente, conforme relatado na Câmara. O custo das obras só será conhecido ao final dos projetos, mas passará de R$ 300 milhões – em 2020, a alternativa escolhida já tinha estimativa de R$ 284 milhões. São 45 travessias sobre os dois rios, além de 10,8 km de canais a serem implantados. No entorno, será preciso pavimentar 15 km de vias e calçadas.

Há custos também com desapropriações. As obras ainda precisam ser compatíveis com a rede de esgoto e a ferrovia. A macrodrenagem na zona Sul faz parte do Plano Diretor de Drenagem Urbana, de 2011, em intervenção para reduzir os alagamentos – o plano está em revisão, neste momento.

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