Maior cidade de Santa Catarina “conta” com ferrovia para novo bairro industrial 

Manifestação da prefeitura foi encaminhada à ANTT

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Ferrovia cruza as zonas Sul e Oeste de Joinville (foto: Mauro Schlieck, CVJ, Divulgação)

A expansão industrial e logística na zona Sul fez a prefeitura de Joinville reforçar a defesa da retomada das obras do contorno ferroviário: o traçado do novo ramal passa pela área da expansão Sul. A manifestação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação foi encaminhada à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) na consulta pública sobre a futura concessão da Malha Sul. Também foi solicitada a volta dos trens de passageiros, entre outras demandas. A consulta sobre a Malha Sul se encerra na quarta-feira. 

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A expansão urbana Sul, com 3,2 mil hectares na zona Sul, fica junto às BRs 101 e 280, nos limites com Araquari e Guaramirim e também próxima do compleox portuário de São Francisco do Sul. “A área foi estruturada para permitir a implantação de atividades industriais, comerciais, de serviços e de logística”, alegou a secretaria. A expansão deixou de ser rural e foi incorporada ao perímetro urbano. A criação de áreas de expansão urbana atendem ao crescimento da cidade, conforme a prefeitura: mais populosa em Santa Catarina, Joinville tem 674 mil moradores.

A área vai ganhar a denominação de bairro Polo Intermodal Babitonga (PIB), em projeto a ser enviado à Câmara. A intermodalidade abrange também a ferrovia, já que novo contorno cruza a expansão. A obra é um ramal de 17 km que retira a passagem de cargas do perímetro urbano de Joinville – as regiões Sul e Oeste da cidade são percorridas pela ferrovia que transporta grãos para o Porto de São Francisco do Sul.

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As obras do contorno pararam em 2011 e não há estimativa de retomada no momento, embora as obras continuem nos planos do DNIT. Não há previsão de inclusão do contorno na futura concessão, a ser leiloada em 2027. Dessa forma, a obra só deverá sair se contar com aportes públicos.

A secretaria defende solução conjunta. “Entende-se pertinente que a modelagem da nova concessão considere expressamente a existência do contorno ferroviário de Joinville e preserve condições para sua futura conclusão, integração e operacionalização, em articulação com o DNIT e demais órgãos competentes, evitando que investimentos públicos já realizados permaneçam dissociados da estratégia de desenvolvimento da malha ferroviária”.