O temor dos votos brancos e nulos na eleição de domingo, principalmente na disputa para deputado federal e estadual é uma das preocupações em Joinville nesta reta final da campanha eleitoral. Lideranças políticas e empresariais não querem que se repita os índices da última eleição estadual, com elevado “desperdício” de votos.
O alerta é que esse tipo de voto não traz vantagem alguma. Pesquisas internas na cidade têm demonstrado ainda uma relativamente elevada parcela dos eleitores indecisa, o que significa que a decisão de escolha do candidato sairá somente nestes últimos dias antes do primeiro turno. E voto branco ou nulo pode ser a escolha final da parte desse grupo de eleitores.
O domínio da eleição presidencial sobre as demais disputas seria um dos fatores que motivou a indecisão até agora. A indefinição seria maior nos colégios eleitorais de maior porte, exatamente como Joinville. Nas cidades com número menor de votantes, a proximidade com as lideranças políticas é maior. Em 2014, brancos e nulos em Joinville chegaram a 22% na disputa para a Câmara dos Deputados e de 19% na corrida para a Assembleia Legislativa. Já foi o recorde da era da urna eletrônica. O temor é de que esse recorde venha a ser ultrapassado.