Os atrasos e transtornos provocados pela obra de drenagem do rio Mathias motivaram o Ministério Público Federal a abrir procedimento para cobrar informações da Prefeitura de Joinville. Um dos questionamentos feitos pelo procurador Mário Sérgio Ghannagé é referente à fiscalização do trabalho de instalação de galeria subterrânea para receber a água em excesso do Mathias e da rede de drenagem durante o período de chuvas: o MPF quer saber como está sendo verificado o andamento dos trabalhos.
A lista do procurador traz ainda pedido de informações sobre o atraso na rua Fernando de Noronha, se já foi alterada a técnica construtiva – havia planos de adoção de modelo mais simples para a instalação de galerias – , e se há canal de comunicação do município com os moradores do entorno das obras.
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Maior obra em andamento sob responsabilidade da Prefeitura e esperança para amenizar os impactos das cheias na área central da cidade, a macrodrenagem iniciou em 2014 e deveria ter ficado pronta em dois anos. Houve atrasos na passagem pelas ruas Otto Boehm e Jerônimo Coelho e, agora, a demora está na Fernando de Noronha e Itajaí.
A data de conclusão até o final do ano é improvável, mas o contrato ainda não foi prorrogado (o que deve acontecer nos próximos meses). O contrato é de R$ 45 milhões, mas só com os reajustes pela inflação, vai passar dos R$ 50 milhões. A supervisão vai custar em torno de R$ 2,5 milhões – nesse caso, também há empresa contratada, mas a palavra fnal sobre a fiscalização é da Prefeitura.
Até agora, o governo federal repassou R$ 18 milhões (como os recursos são federais, o MPF pode acompanhar a utilização).