O retorno de Roque Mattei para a Câmara de Joinville ficou para fevereiro porque a volta antecipada dele, anunciada no final de novembro, cumpriu seu papel: Udo Döhler disse que Roque voltaria ainda em dezembro, a tempo de participar da eleição da mesa, como forma de apressar o entendimento entre Cláudio Aragão (MDB) e Maurício Peixer (PR).
Com a saída de Roque – que já teve um período fora em 2016, para concorrer a vereador – restam Eduardo Buzzi (Procuradoria), Marco Aurélio Braga (Comunicação), Miguel Bertolini (Administração e Planejamento) e Romualdo França) (Seinfra) no governo Udo como integrantes do colegiado desde 2013. Há quem está no primeiro escalão desde o primeiro mandato, mas em outras posições. Nas subprefeituras, só Vilderson Laureano e Valdemir Schulze estão desde 2013.
Se Aragão e Maurício, ambos interessados em concorrer a presidente, não se entendessem, Udo iria com um terceiro nome. A estratégia deu certo em um primeiro momento, Aragão se consolidou, com Maurício conformado. Só que apareceu Rodrigo Fachini, que estaria magoado com Udo por causa do apoio do governo a Fernando Krelling, e quase desbanca o favoritismo de Aragão, afinal eleito presidente. Sonia Fachini, atual diretora-executiva da Educação, será a secretária da pasta.
MP dá prazo para secretaria informar sobre reforma da Cidadela Cultural
Ainda sem avanços significativos, a luta pela reforma da Cidadela Cultural já tem movimento em 2019. O Ministério Público deu prazo para a Secretaria de Cultura e Turismo informar quais providências foram tomadas da lista de medidas acertadas no ano passado. O MP mantém dois inquéritos, abertos em 2015 e 2016, para apurar as condições estruturais e de segurança do complexo cultural.
Obras
Em 2011 e 2015, quando iniciaram novos mandatos no governo do Estado, os dois com Raimundo Colombo, havia obras viárias encaminhadas em Joinville, como o financiamento do BNDES (binário do Vila Nova, Tuiuti, Albano etc.) e a duplicação da Santos Dumont. Agora, não tem muita coisa para o governo Carlos Moisés tocar, ainda que possa conseguir recursos com os financiamentos junto ao BNDES solicitados pelos antecessores.
Duplicação do acesso ao Distrito Industrial de Joinville não tem previsão de recursos
A duplicação do acesso ao Distrito Industrial até está licitada, mas por enquanto é de faz de conta porque não há recursos previstos. A abertura da Almirante Jaceguay até entrou no orçamento do Estado, mas também não tem fonte de recursos. Em obras, está a pavimentação da Rio do Morro, entre Joinville e Araquari, a ser entregue no primeiro semestre. Portanto, futuras obras viárias do governo do Estado em Joinville ainda vão demorar.