O Ministério dos Transportes confirmou nesta semana o plano de reativar ferrovias ociosas por meio do chamamento público. Com a modelagem, as linhas sem uso ou subutilizadas são oferecidas ao mercado: as empresas privadas interessadas em assumir as ferrovias por meio de contratos de autorização. Em torno de 10 mil quilômetros poderão ser oferecidos – parte das linhas foi divulgada, como o corredor Minas-Rio e as sete shortlines (de curta distância), como o restante sendo informado até o final do ano.
Confira imagens em SC
O leilão do corredor Minas-Rio está marcado para o dia 17 de dezembro na B3. A ferrovia tem 738 km, com reduzida utilização. A meta principal é o transporte de produtos siderúrgicos e café. A linha está dividida em três lotes e a será a primeira a utilizar o modelo de chamamento público. A modelagem poderá ser aplicada, eventualmente, em outras ferrovias ociosas, como em Santa Catarina, por exemplo. No Estado, há trechos ociosos da Malha Sul e planos de novas ferrovias.
Nesse modelo, a recuperação das ferrovias poderá receber aportes do governo federal, com contratos de até 99 anos. O chamamento público tem ainda sete ferrovias shortlines, de menor extensão, a serem utilizadas para transporte de passageiros e cargas (confira lista abaixo). Os segmentos foram escolhidos por meio de estudos de viabilidade anteriores, que avaliaram outros segmentos pelo País.
As ferrovias shortlines
Linhas serão oferecidas em chamamento público
* General Carneiro (Sabará/MG) – Miguel Burnier (Ouro Preto/MG)
* Aguaí/SP – Bauxita (Ramal de Poços de Caldas/MG)
* Brasília/DF – Luziânia/GO
* Campina Grande/PB – Cabedelo/PB
* Roncador Novo/GO – Jardim Ingá/GO
* Santo Ângelo/RS – Santa Rosa/RS

















