A eventual participação de Joinville no secretariado e quais serão os interlocutores da cidade com o novo governador são dúvidas a serem sanadas nos próximos meses. Na campanha, Carlos Moisés não deu nenhum sinal sobre as duas questões.
No caso da interlocução, a condição de deputados eleitos dá ao Coronel Armando e ao Sargento Lima uma preferência inicial para cumprirem o papel. Mas não há clareza ainda.
O que pretende Moisés
Em artigo para “AN”, Carlos Moisés prometeu atenção para três obras de mobilidade: a BR-280, o acesso ao Distrito Industrial pela BR-101 e a duplicação da SC-108. A ampliação da rodovia é uma obra federal, mas uma maior pressão do futuro governador poderá sensibilizar o governo federal a liberar mais recursos.
No caso do acesso ao distrito, é preciso definir a fonte dos R$ 50 milhões necessários. Também foi citada a SC-108. Só que o trecho da rodovia com cobrança de duplicação é justamente esse do acesso ao Distrito Industrial. A estrada também é conhecida como Rodovia do Arroz, do outro lado da BR-101, em direção a Guaramirim.
Os acessos
De volta à pauta da cidade após pedido de entidades empresariais, as melhorias nos acessos de Joinville são investimentos com remotas possibilidades de sair do papel no curto prazo. Ainda mais porque todas as obras estão dependentes do governo do Estado (apenas uma das três demandas é referente a rodovia estadual), sem outra fonte de recursos – nem a Prefeitura buscou financiamentos para tais obras. Os três acessos sugeridos são conexões com a BR-101.
Sem fonte
Mais ao Norte, a duplicação do acesso ao Distrito Industrial chegou a ter licitação aberta pela governo do Estado em 2017, sem conclusão ainda. Nem há fonte para os R$ 50 milhões para a obra em rodovias estaduais.
Agora, como há pedido de revisão do projeto para inclusão de viaduto na rotatória entre as estradas Hans Dieter Schmidt e Edgar Meister, o atendimento da demanda vai demorar ainda mais tempo.
Mais difíceis
No acesso pela rua Almirante Jaceguay, um investimento de R$ 43 milhões, incluindo as desapropriações, o governo do Estado prevê R$ 1,3 milhão no orçamento para 2019, ainda em análise na Assembleia. O Estado já havia reservado dinheiro para a obra em financiamento do BNDES, mas a Prefeitura nem chegou a tentar iniciar as desapropriações.
Já para a duplicação do acesso pela rua Ottokar Doerffel, uma obra prevista desde 1973, não há nenhum esboço, nem sequer o cálculo de quanto custaria.
A folha do Hospital São José
Moisés aponta a necessidade de o governo do Estado “olhar com atenção” para o Hospital São José. Em passagem por Joinville, o então candidato citou a pretensão de fechar “parcerias”. As entidades empresariais querem o Estado repassando o equivalente à folha de pagamento de pessoal, um montante superior a R$ 10 milhões por mês. Hoje, o Estado deposita R$ 3 milhões mensais na conta da Prefeitura para contribuir com a folha.
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