A antiga proposta de implantação de uma ferrovia litorânea em Santa Catarina foi mantida no Plano Nacional de Logística 2050, lançado neste mês pelo Ministério dos Transportes, em parceria com o Ministério dos Portos e participação da Casa Civil e Ministério do Planejamento. Além de manter o plano tradicional, de ligação entre Araquari e Imbituba, o PNL inclui ramais de continuação para Curitiba, ao Norte, e Porto Alegre, ao Sul. A ferrovia figura entre os eixos de transporte alternativos, de longo prazo, sem estimativa de obras.
Neste momento, há um trecho da linha férrea em projeto, mas não há nenhum encaminhamento que permita ao menos estimar quando a ferrovia de aproximadamente 250 km poderá ser implantada. A outra proposta para o Estado no PNL 2050 é a ligação Leste-Oeste, entre Dionísio Cerqueira e a região portuária de Itajaí e Navegantes, com 850 km de extensão. Há mais investimentos previstos para Santa Catarina, com parte deles em andamento.
A cidade de Araquari, vizinha de Joinville, é indicada por um dos pontos da ferrovia por já contar com acesso ferroviário ao Porto de São Francisco do Sul. O traçado faz parte da única linha da Malha Sul em operação no Estado, a Mafra-São Francisco do Sul. O ramal a partir de Araquari até Imbituba conecta com a outra ferrovia em funcionamento no Estado, a Tereza Cristina (não faz parte da Malha Sul. No trajeto, a ligação proposta ainda passaria pelo complexo portuário de Itajaí e Navegantes.
No momento, está em elaboração o projeto executivo para versão de menor extensão, entre Araquari e Navegantes, com 62 km. O trabalho iniciado em 2022 pelo governo do Estado teve prorrogação de prazo e, pela última extensão, deve ficar pronto em outubro – nova ampliação de prazo. Mesmo com traçado menor, não há nenhuma perspectiva de realização de obras.
O investimento no trecho entre Araquari e Navegantes é estimado em R$ 1,5 bilhão, em avaliação antiga. O governo do Estado pretende oferecer a linha por meio de PPP, mas não há nenhuma definição. Também houve discussão de planejar traçado paralelo com a Via Mar, a rodovia litorânea pretendida pelo governo do Estado. Mas a ideia não foi adiante, até porque o desenho da estrada também teria de ser alterado para que tivesse compatibilidade com a ferrovia.
Dividido em eixos de diferentes modais, o documento traz as diretrizes de infraestrutura para os próximos 24 anos. O estudo aponta investimentos em diferentes estágios (andamento, preparação ou planejamento) do setor público (governo federal e Estados) e iniciativa privada. Os investimentos necessários no setor são estimados em R$ 1,22 trilhão até 2050, levando em conta todos os Estados.

















