Pesquisa realizada no Norte de Santa Catarina mostra o impacto de resíduos na vida marinha. Em mais de um terço (36,71%) de 365 carcaças de animais marinhos examinados, foram encontrados plásticos, linhas de pesca, anzóis, PET, isopor, tampas de garrafas e tecidos, entre outros materiais descartados de forma errada no mar. O lixo estava no sistema digestivo dos bichos.
O estudo foi feito por Aurélio Gonçales, biólogo da Univille e técnico do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos.As carcaças analisadas para a elaboração da monografia são de animais encontrados mortos no Litoral Norte ou que morreram após atendimento do na Unidade de Estabilização de Animais Marinhos da Univille, em São Francisco do Sul. As tartarugas, aves e mamíferos foram analisados entre 2015 e 2016.
O autor do estudo quer mais ações para evitar o despejo dos resíduos no mar e também adoção de políticas públicas para enfrentar os impactos dos materiais já depositados no mar – com longo período até a decomposição. Na foto, recipientes com resíduos recolhidos junto aos animais. O projeto de monitoramento, relata a assessoria, atua no resgate de animais marinhos debilitados e análise dos bichos já encontrados mortos.