Por que Joinville não conta com número maior de elevados

Estrutura no Distrito Industrial será inaugurada no próximo sábado

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Elevado começou a ser construido em 2021 (foto: Divulgação)

No próximo sábado, será inaugurado o novo elevado de Joinville, no Distrito Industrial. Assim como a estrutura anterior, construída na avenida Santos Dumont em 2018, a obra foi erguida pelo governo do Estado. O local escolhido se encaixa no perfil desejado pelo planejamento urbano da cidade e atende ao pedido de empresários (a Acij bancou o projeto). Há mais um projeto em andamento, para a rótula do Tecelão e acompanhado de duplicação de trecho da Dona Francisca, sem estimativa de início. E mais nada: a passagem dos anos não muda uma certa resistência do planejamento urbano de Joinville aos elevados, posição escorada basicamente em dois pilares.

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Além das construções na Santos Dumont e no Distrito Industrial, há elevados na BR-101 e zona Sul. No passado, a principal alegação contrária ao modelo viário era o custo, ainda mais em cidade com tamanho déficit de pavimentação – mesmo atualmente, são mais de 600 km. Seria mais adequado pavimentar uma série de ruas do que o investimento em um só ponto, ainda que não faltassem pedidos da população também por elevados.

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Confira imagens das obras do novo elevado

O elevado a ser entregue no sábado, com obras iniciadas em 2021, custou quase R$ 25 milhões. Em uma comparação, a pavimentação do eixo Copacabana, a ser inaugurada pela prefeitura no mesmo final de semana da construção no Distrito Industrial, custou R$ 14,3 milhões, com obras em quase 4 km. No portfólio de projetos do começo do governo Adriano Silva, havia menção ao elevado na Ottokar Doerffel com a continuação da Marquês de Olinda, obra estimada em R$ 35 milhões. A prefeitura optou por uma rotatória, com custo de R$ 11 milhões.

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A resistência também se escora na “interferência” em áreas de maior população: os elevados seriam mais adequados onde não há maior adensamento populacional, como as regiões onde as ligações foram construídas (Distrito Industrial, por exemplo) e onde está previsto o único elevado em projeto na cidade, a rótula do Tecelão. O posicionamento vem dominando o planejamento urbano nas últimas décadas.

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