Por segurança, setor arqueológico de parque em Joinville está interditado

Há riscos por causa de deterioração de edificações

Compartilhe:

Interdição foi sinalizada em trilha

O setor arqueológico do Parque da Caieira, em Joinville, continua interditado. A medida foi tomada pela prefeitura por questões de segurança, envolvendo construções em risco no local. Edificação antiga de madeira, sem uso, está com problemas estruturais e terá de ser removida. Houve ainda, em maio, desabamento de parte do telhado de um dos fornos usados no passado para a produção de cal. O estudo para restauração está em andamento. 

Continua após a publicidade

Imagens do parque

A Secretaria de Cultura e Turismo alegou que está acompanhando a situação das estruturas históricas do parque. Caixa-d’água e a edificação que sofreu incêndio anteriormente também deverão ser retiradas. Em razão da localização dessas estruturas em área de interesse arqueológico, a equipe da Secult faz o acompanhamento. A área arqueológica foi isolada pela Secretaria de Meio Ambiente, por recomendação da Defesa Civil. A entrada do parque e parte da trilha continuam abertos à visitação. 

O Caieira tem 147 hectares, com acesso pelo bairro Adhemar Garcia. A área é uma unidade de conservação, na modalidade parque natural, de proteção integral. Com trilhas e outros espaços de visitação, o parque fica junto à lagoa do Saguaçu. A denominação do espaço é uma referência à produção de cal no local.

Continua após a publicidade

Os dois fornos foram utilizados entre o final do século 19 e a década de 1940. A matéria-prima eram conchas de sambaquis. No plano de manejo do parque, os dois fornos são descritos como estruturas construídas com tijolos maciços, com cobertura de telhas. O estilo construtivo usado foi o enxaimel. Os fornos produziam cal a partir da queima de conchas, geralmente coletadas em sambaquis. Havia também queima a céu aberto. 

A cal era usada na construção civil e pavimentação. A partir de 1961, os sítios arqueológicos ganharam proteção legal, com proibição de uso econômico. Os fornos de cal fazem parte do patrimônio histórico-arqueológico do parque. Além da antiga caieira e de sambaqui, há estruturas remanescentes de antigos apiário e curtume. O parque conta com áreas de manguezal e restinga.