O Porto Itapoá mantém o planejamento de se tornar o maior terminal de contêineres da América Latina até 2040 – atualmente, ocupa a terceira posição. Em entrevista divulgada nesta semana pela Fiesc, o CEO do porto, Ricardo Arten, relatou investimentos de R$ 3 bilhões desde o início das operações, em 2011, e as tratativas em andamento para a quinta fase da expansão, com elevação da capacidade de 1,8 milhão para 3,2 milhões de TEUs (cada TEU equivale a um container de 20 pés) até 2033.
Imagens do Porto Itapoá
Dois diferenciais ajudam no crescimento do Porto Itapoá, conforme relatado: a capacidade física de expansão, com mais áreas disponíveis em relação a outros terminais, e a velocidade de execução de projetos estratégicos, como o aprofundamento do canal externo da baía da Babitonga, usado para acesso aos portos de Itapoá e São Francisco do Sul. A dragagem, com uso de repasse de R$ 300 milhões pelo Porto Itapoá, em antecipação de tarifas portuárias, vai permitir navios de até 366 metros.
O CEO informou que cada metro adicional de profundidade permite que um navio de 366 metros transporte entre 800 e 1 mil contêineres extras. Como a ampliação é dois metros, são 130 mil contêineres adicionais por mês. “É uma oportunidade gigantesca para a indústria catarinense ampliar exportações e importações com mais eficiência. Além disso, cada contêiner movimentado gera R$ 10 mil na cadeia logística”, afirmou o executivo.
A possibilidade de receber navios de maior porte pode colocar o porto como escala inicial dos cargueiros no País. “Poderemos receber navios transoceânicos e redistribuir cargas para outros portos do Sul da América do Sul por meio de embarcações menores, ampliando a relevância logística do Estado”, alegou.











