Os acessos aos portos concentram as diretrizes para Santa Catarina do Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 lançado na quarta-feira. A perspectiva de expansão portuária dos complexos de São Francisco do Sul/Itapoá, Itajaí/Navegantes e Imbituba, aliada ao uso do conceito de corredores logísticos, com integração de diferentes modais, motiva o domínio dos investimentos nas conexões com os terminais, principalmente rodoviárias, mas também com propostas ferroviárias. Além disso, o Litoral é a região com maior crescimento no Estado.
Imagens dos portos de São Francisco do Sul e Itapoá
O plano foi elaborado pelo Ministério dos Transportes, com parceria com o Ministério dos Portos e participação da Casa Civil e Ministério do Planejamento. Com divisão em eixos de diferentes modais, o levantamento traz as diretrizes de infraestrutura para os próximos 24 anos no País. O estudo contempla investimentos em diferentes estágios (andamento, preparação ou planejamento) do setor público (governo federal e Estados) e iniciativa privada. Propostas para avaliação em longo prazo também foram apresentadas. Os investimentos necessários no setor são estimados em R$ 1,22 trilhão até 2050.
No diagnóstico das demandas do Estado, foi apontado o escoamento de produtos industrializados, siderúrgicos, carnes e da produção de ração animal. As situações ocorrem em exportações e atendimento do mercado doméstico. Entre as chamadas demandas emergentes, estão as expansões de papel e celulose, madeira, carvão e descentralização da produção de arroz.
Rodovias
Nas propostas dos eixo rodoviários, são citadas as requalificações das BRs 101, 116, 280, 470, 282 e 163. As SCs 416, 417 e 285 também entram na lista. Nos eixos, também são citadas as expansões portuárias, com maior movimentação de cargas, nos portos de São Francisco do Sul, Itapoá, Navegantes, Itajaí e Imbituba. Santa Catarina tem o terminal de Laguna. Há mais portos previstos para São Francisco do Sul e Itapoá.
O crescimento portuário também foi incluído no eixo ferroviário. A diretriz é de expansão da utilização da Malha Sul, incluindo os dois corredores do qual Santa Catarina fará parte na futura concessão, os lotes PR/SC e Mercosul. Atualmente, apenas a linha entre Mafra e São Francisco do Sul está em operação, entre as ferrovias da Malha Sul no Estado.
A conexão com os portos aparece de forma mais direta no Plano de Logística nos eixos de transportes alternativos, em proposta a longo prazo, para integrar bancos de projetos. Uma nova ligação entre Curitiba e o complexo de São Francisco e Itapoá faz parte das propostas. A capital do Paraná tem ligação com São Francisco, mas em conexão com Mafra. Um novo ramal encurtaria a conexão com São Francisco, além de permitir o acesso a Itapoá.
A proposta da ferrovia Ferrovia Norte-Sul Tramo Sul sugere ligação de Chapecó com São Paulo (Estrela do D’Oeste) e o Rio Grande do Sul (Rio Grande). A ferrovia litorânea entre São Francisco do Sul e Imbituba, discutida há décadas, também faz parte da lista. O eixo prevê a ligação de Imbituba com Porto Alegre. A implantação do corredor ferroviário entre Dionísio Cerqueira e Itajaí/Navegantes, também proposta antiga, é outro dos eixos a longo prazo.

















