Prefeitura tem convicção de que foco de crescimento de Joinville será na zona Sul

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O projeto com as regras de ocupação da área de expansão urbana na zona Sul, em análise no Conselho da Cidade, reforça a aposta da Prefeitura de Joinville na convicção sobre o foco de crescimento da cidade nas próximas décadas. “Há áreas disponíveis, uma logística que inclui a BR-101, uma BR-280 em duplicação e um contorno ferroviário, além de estar perto de espaços que poderão ser ocupados dessa forma no futuro, como na vizinha Guaramirim”, diz o prefeito Udo Döhler, que considera limitadas as possibilidades de expansão ao Norte, embora aponte a permanência, “com transformação do perfil, mais tecnológico”, das empresas no Distrito Industrial criado nos anos 80.

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Se a proposta da prefeitura for aceita, a área de 2,6 mil hectares terá ocupação máxima de 20,2 mil pessoas, com permissão de instalação de empresas em determinados espaços. Um dos planos é de implantação de parque tecnológico ao lado do campus da UFSC (ainda sem utilização). Foi para esse parque que a Prefeitura declarou de utilidade pública um conjunto de imóveis em 2013, com extensão somada de 2,6 milhões de m2. No ano passado, um terreno de 20 mil m2 no bairro Itinga também virou utilidade pública com plano de receber loteamento. 

No documento enviado ao Conselho da Cidade, foi apontada a ocorrência de “estagnação agrícola” que trouxe “assédio constante do mercado imobiliário”. A ocupação hoje na área de expansão é esparsa, com “poucas” empresas às margens da BR-101. Para Udo, há interesse dos investidores em Joinville por causa da qualidade de vida, estrutura da educação e infraestrutura. Essa situação seria capaz de alavancar o crescimento na área de expansão urbana Sul. 

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A área de expansão na zona Sul precisará de pelo menos R$ 180 milhões em investimentos públicos em infraestrutura viária, saneamento básico e instalação de escolas e postos de saúde, conforme estimativa prevista no projeto com as regras de ocupação da área entregue para análise pelo Conselho da Cidade, etapa anterior ao envio à Câmara dos Vereadores.

A estimativa de investimento leva em conta a ocupação máxima possível da área de expansão, com 20,2 mil moradores. Os R$ 180 milhões seriam utilizados em obras – as expectativas de gastos com manutenção e custeio não foram incluídos nesse montante. Como a eventual ocupação seria gradativa, os investimentos também seriam feitos em etapas. 

Outorga

Nesta segunda-feira, será enviada pela Secretaria de Planejamento Urbano ao Conselho da Cidade a proposta da lei da outorga onerosa das áreas de expansão urbana (além da Sul, há previsão para Norte e Leste). Trata-se do valor a ser pago à Prefeitura pelos donos dos imóveis assim que forem utilizar o novo zoneamento, de permissão de outros usos do terreno. A outorga será uma forma de compensação pela valorização do imóvel. O cálculo do pagamento será feito conforme o valor do imóvel.