Sem pressa, escolha dos subprefeitos de Joinville deverá ter guinada

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Até agora, foram nomeados 16 secretários em Joinville pelo novo governo (Foto: Arquivo AN)

O governo Adriano Silva não tem demonstrado pressa na escolha dos oito subprefeitos de Joinville. A prioridade foi nomeação de 16 secretários, já empossados, ainda que a escolha dos titulares das subprefeituras esteja em andamento por meio da primeira etapa do processo seletivo. A administração do Novo deve trazer uma guinada nos critérios de escolha dos secretários das estruturas de atendimento aos bairros, sem atrelar as nomeações às indicações de vereadores – pelo menos é essa a intenção.

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As hoje subprefeituras foram criadas como administrações regionais em 1977, no primeiro mandato de Luiz Henrique. Depois foram transformadas em secretarias regionais, até serem rebatidas com a atual denominação em 2013, na reforma administrativa de Udo Döhler. Ao longo dos anos, a estruturas passaram de três para 14, sendo reduzidas para oito na gestão Udo (a mesma reforma cortou 202 cargos, parte em subrepreituras).

Nas últimas duas décadas, pelo menos, partidos e vereadores dominaram a indicação dos administradores, secretários e subprefeitos. Até a criação de mais unidades foi para atender às demandas políticas, como ocorreu em 2004. A tradição se manteve no governo Udo, com os vereadores da base aliada indicando os subprefeitos e outros cargos, com recorrentes desavenças por causa das nomeações.

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Em 2021, as subprefeituras terão orçamento de R$ 55,5 milhões, uma média de R$ 7 milhões por pasta. Além dos cargos de subprefeitos, há um posto de gerência (Pirabeiraba) e 20 de coordenação, espalhados entre as estruturas. Agora será a vez de o governo Adriano – e também os vereadores – demonstrarem que a relação com a Câmara é outra e o Legislativo não têm mais interferências nas nomeações nas subprefeituras.