Sentença contra ex-vereador cita “insistência”

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Na sentença de condenação de João Carlos Gonçalves (MDB), em ação apresentada pelo MP de 2016 e divulgada na sexta, é narrada a insistência do então vereador em tentar cancelar embargo a construção de galpões. O embargo feito pela Prefeitura de Joinville, que foi mantido, ocorreu por falta de licenciamento. O MP apontou que João Carlos recebeu R$ 20 mil de empresário para ajudar na liberação da obra. O ex-vereador alegou não ter cometido ilegalidade e que o dinheiro não teria relação com galpões, seria usado em obras sociais: a decisão judicial alegou que o destino do recurso é irrelevante, além de não ter sido comprovado o uso em caridade.

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Vantagem

A outra acusação contra João Carlos Gonçalves na Operação Blackmail foi de ter recebido dinheiro de empresário para apresentar na Prefeitura, em 2016, empresa interessada em participar da licitação do estacionamento rotativo – ainda não realizada. O ex-vereador negou ter recebido dinheiro ou tentado ajudar a empresa. A origem do recurso não foi comprovada, segundo a decisão.

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Pode recorrer

A condenação determinada pela Segunda Vara Criminal de Joinville a João Carlos Gonçalves foi de seis anos e nove meses de reclusão, em regime semiaberto. O ex-vereador pode recorrer em liberdade para tentar a mudança na sentença tomada em primeira instância. O MP também pode recorrer.

A Operação Blackmail, também com sentença com condenações no núcleo 1, neste momento em fase de recursos, foi realizada em outubro de 2016, após as eleições municipais, nas quais João Carlos Gonçalves ficou na terceira suplência do MDB.