O corregedor-geral da 12° Região do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargador José Manzi, estuda revogar a polêmica norma interna que muda a forma de pagamento das causas trabalhistas, antes destinadas aos advogados, responsáveis por dividir o dinheiro com os clientes. O magistrado havia determinado que o valor dos processos fosse depositado em contas separadas conforme a porcentagem de cada um.
Ou seja, o advogado receberia o dinheiro referente aos seus honorários e o cliente o recurso que lhe caberia. No entanto, no começo de agosto o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) suspendeu a portaria de forma liminar. Agora, Manzi admitiu em conversa com advogados e a presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho, Andrea Bunn, o interesse em voltar atrás da sua proposta original, o que também evitará a discussão do processo no pleno do CNJ. No entanto, ele pretende criar uma comissão para discutir mudanças na normal atual.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SC) ainda aguarda uma posição oficial do corregedor, o que pode ocorrer nesta terça-feira.