Desde a noite de domingo, quando as imagens do fogo consumindo o Museu Nacional chocaram o país, espalharam-se diferentes tipos de argumentos do governo federal. Foram inúmeras as autoridades que vieram à tona para tentar justificar o inexplicável.

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Houve promessas, até pedido de ajuda internacional. Mas e por que ninguém agiu antes? Quem explicará a redução no repasse para a conservação do prédio? Durante esta semana, certamente, também aparecerão forças-tarefas para fiscalização das situações dos museus brasileiros e as diferentes esferas do poder público anunciando investimentos necessários há anos, mas que neste momento vão se tornar “fundamentais”.

Esquecimento

O incêndio no Rio de Janeiro escancara o desleixo brasileiro, não só com a cultura, mas com a manutenção, a prevenção e os cuidados com o patrimônio público. Assim como em outros episódios trágicos, a atenção estará voltada para o Museu Nacional nos próximos dias. Mas, infelizmente, como disse o ex-diretor do Museu da Língua Portuguesa, incendiado há quatro anos e desde lá fechado para reformas, em entrevista para a BBC: “Daqui a três dias, infelizmente, já cairá no esquecimento”.

 

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