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    Eduardo Bolsonaro será embaixador?

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    Por Carolina Bahia
    11/10/2019 - 03h40 - Atualizada em: 11/10/2019 - 03h38
    (Foto: Pedro Ladeira / Folhapress)

    A notícia de que os Estados Unidos não vão priorizar o ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) também tem efeitos políticos em Brasília. A decisão do governo Trump fragiliza ainda mais a enrolada indicação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada do Brasil, em Washington. Há três meses, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a preferência por entregar a função ao filho 02, mas, até agora, o nome não foi enviado ao Senado porque não há garantia de aprovação. Uma derrota de Eduardo seria um fracasso da articulação do Planalto.

    Inexperiente na diplomacia, ele investe no corpo a corpo para tentar derrubar desconfianças dos parlamentares e estuda para enfrentar a eventual sabatina. Mas a sinalização negativa do governo norte-americano para o Brasil na OCDE entrega de bandeja aos senadores mais resistentes argumento para questionar o alinhamento com os EUA. A justificativa de que a família Bolsonaro é “amiga de Trump” não terá o mesmo peso. Se essa negociação já estava custando caro a Bolsonaro, agora, o preço vai aumentar. A indicação de Eduardo ainda não morreu, mas toda essa pressão é prova de que o presidente errou ao apostar na prática do “de pai para filho”.

    Quem sabe, sabe

    Quem acompanhou a visita da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na Expointer, testemunhou que ela fez o possível para que o Brasil não elevasse a cota de exportação de etanol sem tarifas, o que beneficiaria os EUA. Por várias vezes, ela se ausentou de reuniões para acompanhar as tratativas pelo telefone. Mas foi em vão e sem garantias de compensações. O ex-ministro da Agricultura Pratini de Moraes já ensinava que negociações internacionais precisam sempre de contrapartidas.

    Bolsonaro X Bivar

    O catarinense Coronel Armando foi o único deputado federal do PSL de Santa Catarina que assinou carta que reafirma apoio a Bolsonaro, após a crise com o presidente do partido, Luciano Bivar. À coluna, Daniel Freitas disse que o documento não passou pelos gabinetes, mas apoia Bolsonaro totalmente:

    — O PSL inteiro é Jair Bolsonaro. Não há quem não seja.

    Já o presidente estadual do PSL, deputado Fábio Schiochet, neste momento, prefere não se manifestar sobre o assunto. Caroline De Toni, uma das vice-líder do governo, não foi encontrada pela coluna.

    Caducou

    Levou dois anos para o Conselho Nacional dos Direitos Humanos decidir por uma censura pública ao ex-ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira, por ter levado dois meses para publicar a lista de trabalho escravo no país. Nogueira afirma que é vítima de retaliação e chamou o conselho de “câmara de gás petista”.

    Porte de drogas

    Integrantes da bancada evangélica querem postergar no STF o julgamento que irá decidir se porte de drogas para consumo próprio é crime. Em reunião com o presidente, Dias Toffoli, deputados defenderam que o assunto precisa ser aprofundado pelo Congresso.

    O julgamento está suspenso e sem data marcada.

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