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Entrevista

Kim Kataguiri sobre Flávio Bolsonaro: "A ação no Supremo é praticamente um atestado de culpa"

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Carolina
Por Carolina Bahia
18/01/2019 - 20h15 - Atualizada em: 21/01/2019 - 20h21
Em entrevista à coluna, Kim Kataguiri elogia a independência da equipe econômica do governo Bolsonaro
Em entrevista à coluna, Kim Kataguiri elogia a independência da equipe econômica do governo Bolsonaro
(Foto: )

Eleito deputado federal aos 22 anos com mais de 458 mil votos, o quarto mais votado de São Paulo, Kim Kataguiri (DEM) almeja ir além.

Pretende concorrer à presidência da Câmara. Fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e entusiasta do liberalismo econômico, Kim elogia ações do início do governo Bolsonaro.

Por outro lado, acredita que o governo sairá manchado pela manobra do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que se amparou no foro privilegiado ao pedir ao STF para que a investigação do ex-assessor Fabrício Queiroz seja paralisada. 

Como o senhor avalia o início do governo de Jair Bolsonaro? 

Kim Kataguiri – Acho que teve problemas, ministros desautorizando o presidente da República e vice-versa. Mas há coisas positivas, como a independência da equipe econômica. Mas, há ainda a questão do Flávio (Bolsonaro). Antes, só estava mal explicada. Depois que ele entrou com ação no Supremo, ficou suspeita, é praticamente um atestado de culpa. É claro que isso é mais para atropelar o processo do que para qualquer coisa. 

O quanto isso prejudica o governo?

Kataguiri – Diminui o apoio popular e do Congresso Nacional. Perde popularidade, discurso, legitimidade política. 

O senhor tem apoio a sua candidatura à presidência da Câmara? O voto secreto ajuda?

Kataguiri – Eu acredito que o voto aberto é o direito do cidadão saber em quem seu parlamentar vai votar. Mas, no final das contas, talvez o voto secreto seja até benéfico. Há deputados de diversos partidos que estão insatisfeitos e vão votar em mim porque sabem que não vão sofrer retaliação. 

Se tiver segundo turno, o senhor pode apoiar algum candidato ou, até mesmo, Rodrigo Maia?

Kataguiri – Vamos supor que o segundo turno fosse entre Maia e o candidato do PT ou PSOL. Maia estaria mais alinhado com as minhas pautas.

Como o senhor vê a disputa no Senado, com Renan Calheiros? É possível vencê-lo? 

Kataguiri – Eu acredito que o bloco anti-Renan seja maior que o bloco pró-Renan, mas o maior problema é que não existe consenso sobre qual vai ser o candidato anti-Renan. Acho que a inércia pode dar a vitória ao Renan. 

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O olhar de Santa Catarina no dia a dia da política nacional. O que acontece em Brasília e os feitos no Estado das decisões tomadas na capital do país.

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