Muita gente está surpresa com a Espanha na decisão da copa norte-americana. Devo ser uma rara exceção. O que vemos hoje na seleção espanhola é resultado de um trabalho de longo prazo, muito bem feito, de formação de jogadores e criação de uma identidade de jogo. Os frutos estão sendo colhidos – e isso independe da final deste domingo, contra Inglaterra ou Argentina.

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Vamos aos fatos. Com o seu muitas vezes irritante tiki-taka, a Espanha venceu a Eurocopa 2008, a Copa 2010, a Eurocopa 2012, a Eurocopa 2024 e agora alcança uma nova decisão.

Seguimos com os fatos: a Espanha foi medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio, em 2021 (perdeu para o Brasil) e foi medalha de ouro nas Olimpíadas de Paris, em 2024. Sete jogadores da seleção de prata e seis da seleção de ouro estão no elenco deste time que jogará a final do Mundial. Ou seja, dos 26 convocados, 13 participaram desses dois Jogos Olímpicos.

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Para uma simples comparação, do time vitorioso do Brasil em Tóquio, apenas três disputaram a Copa atual: Martinelli, Bruno Guimarães e Matheus Cunha. Isso revela muita coisa (ruim).

Vamos seguir com um fato bastante recente: sábado passado, 11 de julho de 2026, a Espanha conquistou a Eurocopa sub-19 de 2026, com uma vitória de 2 a 0 sobre a Alemanha. Isso também quer dizer muita coisa (boa).

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O comando do técnico Luis de la Fuente, a integração entre as categorias de base e a continuidade de uma filosofia de jogo muito bem definida são pilares deste longo e vitorioso trabalho espanhol. E isso promete ir mais longe.

Está na hora de a gente botar a bola no chão, deixar a arrogância de lado, parar de achar que somos os melhores do mundo, olhar os bons exemplos que vêm de fora e começar do zero. Ou o nosso sofrimento vai durar anos e anos e mais anos.

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