Às vésperas do final da maior copa da história, Tostão (craque da bola, craque das letrinhas) escreveu: “Receio que no futuro, a história conte que havia um país do futebol que tinha um rei, Pelé, e um grande número de craques fenomenais que jogavam o futebol bonito, espetacular e eficiente”.
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As palavras certeiras e dolorosas de Tostão me derrubaram. Era uma vez…
Enquanto alguns países se preparam fortemente para o futuro (como a França e a Espanha), paramos e mergulhamos na bagunça – na organização; na formação e preparação de talentos e técnicos; na educação do jogo em si. Bagunça ampla e irrestrita. Atraso total.
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Com muita boa vontade, fazemos hoje parte da terceira prateleira do futebol. Em 2030 chegaremos a 28 anos sem um título mundial. Era uma vez…
Messi tem 39 anos e está se despedindo no auge. Nosso maior craque na história recente tem 34 anos, podia se preparar para tentar disputar mais uma Copa. Ele prefere tornar-se um astro do poquer. Reflexo mais do que perfeito da falta de vontade e identidade que vive o nosso esporte mais querido.
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Vi o Brasil ganhar três Copas: 1970, 1994 e 2002. Pelé, Tostão, Rivellino, Gérson, Jairzinho, Bebeto, Romário, Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo…
Tenho dúvidas se terei esta deslumbrante alegria de novo. Era uma vez…
PS: Aposto em França x Argentina na final, com a vitória e a conquista do tricampeonato francês.

