Quem vê nunca esquece. Vi Messi duas vezes ao vivo no estádio, na Copa de 2014, em nosso país. Vi de perto a inteligência, a rapidez do pensamento e dos movimentos, os passes perfeitos, a liderança no gramado. Um gênio que hoje divide com o alemão Klose a artilharia de todas as Copas.

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(Atenção: o alemão Klose era um bom atacante, apenas isso.)

Vi outro argentino somente uma vez, e é impossível esquecer. Diego Maradona era um espetáculo. Foi uma partida no Maracanã – amistoso ou jogo oficial, a memória aqui falha. Mas a habilidade e a destreza com a bola na perna esquerda eram coisas de outro mundo.

E o que falar do francês Zidane? Vi duas vezes ao vivo e a cores, ambas contra o Brasil.

A primeira na decisão de 1998, quando ele teve bela atuação e fez dois gols de cabeça.

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A segunda, em 2006, quando Zidane comandou um baile e a eliminação brasileira. Foi a maior e melhor atuação individual que vi até hoje. Na época, ainda no estádio, escrevi: “Eu vi a presença de deus hoje no gramado. E deus era Zinedine Zidane”.

Quantas vezes vi Zico no Maracanã? Suas arrancadas, as cobranças de falta perfeitas, os passes rápidos de quem antevê e entende todo o jogo. Que monstro era Zico. Que cracaço.

E Pelé? Vi o Rei ainda pequeno, jogando pelo Santos. Com meu pai no lotado Maracanã, Pelé se preparando para liderar a campanha do tri.

Não tenho muitas lembranças desse dia. Mas eu estava lá, com meu pai, amante de futebol, do Flamengo, de Copas. Eu estava lá, vendo o Rei de pertinho ao lado de meu grande ídolo: meu pai.

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FOTOS: Veja os artilheiros da Copa 2026