A Copa chega nesta quarta-feira (24) à terceira e decisiva rodada da primeira fase com coisas muito boas e outras muito chatas. A mais chata delas: a parada para hidratação – invenção picareta da Dona Fifa para pôr mais dinheiro na caixinha. Usando o calor norte-americano como justificativa, a “hydration break” fere completamente a dinâmica do jogo. É insuportável.

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A mais bacana delas: a luta dos grandes craques pela artilharia. Messi, Mbappé, Haaland, Cristiano Ronaldo, Kane. Só craque, só jogador de alto nível. Bonito de se ver.

É justo incluir nesta lista o nosso Vinicius Júnior, que logo mais comandará a seleção brasileira contra os perebas escoceses. Vini é talvez a nossa única esperança de talento, alegria, improvisação, arte, criatividade. Ou alguém ainda acredita no retorno apoteótico e triunfante do Menino Ney?

Os jogos estão corridos e muito bons. Algumas seleções surpreenderam até aqui, como Cabo Verde, Congo e Irã, com um futebol bastante organizado.

Só que no fim da festa vai dar mesmo um dos favoritos: França, Argentina, Espanha, Portugal ou Alemanha. Com Brasil, Marrocos, Inglaterra, Colômbia, Japão e Holanda correndo por fora. Vamos ver o que virá nos jogos mata-mata.

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Curioso como a Copa mexe com o imaginário popular. Já ouvi dizer que hoje descerá um disco voador no estádio em Miami e que Neymar será abduzido. Já ouvi dizer, também, que está tudo armado com a Fifa para que os portugueses levantem a taça, já que em 2030 o Mundial será em Portugal, na Espanha e no Marrocos.

São coisas que fazem qualquer maluco perder o juízo, nesses tempos de pós-verdade, tempos da supremacia da imbecilidade sobre a razão.

É como diz a brilhante escritora argentina Mariana Enriquez: “Não sabemos nem mais o que é verdade e o que não é. Parece que vivemos na mente de um ansioso patológico”.

Enfim, é Copa do Mundo, amigo. Não tem mais bobo no futebol. Clássico é clássico e vice-versa. Que vençam os melhores. E segue o baile.

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