Cinco encontros com animais marinhos incríveis em SC

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As belezas do Litoral de Santa Catarina não atraem somente turistas. Vez ou outra, nossas praias protagonizam encontros com algumas das mais incríveis criaturas do mar. Alguns deles, em situações inusitadas. Veja uma lista com cinco dessas histórias.

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1. Elefante-marinho

Um elefante-marinho de aproximadamente 300 quilos descansava na Praia Central, em Balneário Camboriú, em março de 2013, quando resolveu ir além da faixa de areia. Ele foi atração de quem passava pela Avenida Atlântica ao atravessar em cima da faixa de segurança.

A cena inusitada, que deixou o próprio animal visivelmente assustado, reuniu milhares de pessoas em questões de minutos à beira da praia. Fotos e vídeos imediatamente se espalharam pelas redes sociais tão logo ele surgiu no asfalto.

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A Polícia Militar foi chamada e isolou a calçada e a avenida, com intuito de proteger o animal e evitar que os veículos o assustassem ainda mais. Os policiais auxiliaram-no a voltar para a praia. Já na areia, em cerca de 20 minutos retornou para o mar.

2. Tubarão-baleia

Em dezembro de 2013, mergulhadores de Bombinhas flagraram um tubarão-baleia nadando calmamente nas águas da Praia da Sepultura, próximo à costa. Renieri Balestro, diretor de cursos da escola de mergulho Patadacobra, estava com alunos quando o tubarão apareceu na superfície _ tão próximo que quase encostou na borda do barco.

O local onde o gigante foi avistado não passava de 3 metros de profundidade. A espécie vive em alto-mar e raramente é avistada em locais com menos de 100 metros. Para que tenha sido visto na Sepultura, perto da praia, é possível que o tubarão estivesse em busca de alimento.

A espécie, que se alimenta de plâncton, não é agressiva. Na idade adulta, um tubarão-baleia pode chegar a 15 metros de comprimento.

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3. Tubarão mangona

Um tubarão da espécie popularmente conhecida como mangona, ameaçado de extinção, atacou em março de 2016 um banhista na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú. Rafael Hermes Thomas, 41 anos, foi atingido na cabeça pelo animal assim que entrou na água.

Socorrido pelos guarda-vidas, ele foi levado ao hospital Ruth Cardoso e precisou levar pontos. Apesar do susto, os ferimentos foram superficiais.

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A confirmação sobre a “identidade” do animal que atacou Thomas foi feita pelo pesquisador Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Univali, em Balneário Piçarras, após conversar com a vítima e avaliar a extensão dos ferimentos.

A distância entre os cortes condizia com a maxila do carcharia taurus, que é um tubarão de águas rasas _ o mangona. O tubarão é um gigante, que pode chegar a três metros de comprimento quando adulto, e está ameaçado de extinção. Mas o espécime que atacou Thomas ainda era um filhote, de acordo com o pesquisador.

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4. Baleia semialbina

Uma baleia-franca e um raro filhote branco deram um show em agosto deste ano nadando entre as praias de Bombas e Bombinhas, no Litoral Norte O fotógrafo Cristian Cruz registrou o passeio tranquilo, que chamou atenção de quem passou pela orla.

Karina Groch, bióloga do Instituto Australis/Projeto Baleia Franca, disse que filhotes semialbinos, como o que aparece na foto, correspondem a apenas 2% dos nascimentos. Somente machos, nascidos no Hemisfério Sul, apresentam essas características. Curiosamente, nesta temporada já foram avistados três filhotes brancos na costa catarinense.

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5. Falsa orca

Em novembro de 2014, tripulantes de um iate registraram um encontro com uma falsa-orca em Bombinhas, nas proximidades da Ilha do Macuco. O animal, que nadava paralelo à embarcação, apareceu nas imagens feitas pelo marinheiro Rubens Fernandes, o Binho.

Cuidadoso, ele desligou o iate para evitar que a falsa-orca se assustasse e ela retribuiu dando um show de simpatia.

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Facilmente confundida com uma baleia, dado o tamanho, a falsa-orca é na verdade uma espécie de golfinho. O animal ocorre ao longo da costa brasileira e não chega a ser raro _ mas não é comum de se avistar por aqui. Pode chegar aos seis metros de comprimento e pesar até 1,6 tonelada.