Confusão adia votação de projeto que autoriza bares e restaurantes a atender na praia

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O projeto de lei que autoriza bares e restaurantes a servirem os banhistas nas areias das Praia Central de Balneário Camboriú teve a discussão adiada para a próxima terça-feira. Com o plenário lotado de manifestantes, e gente acompanhando no lado de fora, o bate-boca foi inevitável e o presidente da Câmara de Vereadores (MDB), Roberto Souza Junior (MDB), diz que não havia mais condições de seguir com a discussão.

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Internamente, houve desacordo também entre os parlamentares. Havia uma decisão de pedir vistas e apresentar emendas que limitariam o número de garçons na areia por estabelecimento, definiria como seria o vaivém nos restaurantes que não têm faixa de pedestres em frente, e poderiam autorizar o serviço somente após o alargamento da faixa de areia. Mas, diante dos protestos, parte dos vereadores voltou atrás.

A sessão foi acompanhada pela Polícia Militar e pela Guarda Municipal, que tiveram a presença solicitada pela presidência da Câmara. Esse foi outro motivo de discussão entre os parlamentares _ nem todos concordaram com o pedido de apoio policial.

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O presidente diz que preocupou-se com a segurança porque havia famílias inteiras participando da manifestação, inclusive crianças. De um lado, proprietários de restaurantes. De outro, milheiros, concessionários de quiosques e vendedores ambulantes.

Só petiscos

Uma alteração os vereadores já promoveram: não querem a venda de refeições e bebidas na areia, apenas petiscos.

A presidente do sindicato que representa os garçons, o Sechobar, Olga Ferreira, diz que defende o direito do comércio na areia, mas faz ressalvas. Quer que a lei exija que os estabelecimentos forneçam roupas com proteção solar e calçados adequados, e que haja uma logística para evitar que os profissionais se arrisquem em meio ao trânsito.