Esta série de entrevistas traz os deputados estaduais eleitos na região da foz do Itajaí-Açu (Amfri). Confira também Onir Mocellin, Ana Caroline Campagnolo e Paulinha.
Maurício Eskudlark
Partido: PR
Idade: 60 anos
Cidade: Balneário Camboriú
O senhor é o mais experiente entre os eleitos na região. Isso pesa?
Acredito que vai ter um peso diferente. Com essa renovação toda, a escolha da população de fazer uma troca quase que geral na política brasileira e de SC, ter permanecido como deputado é uma forma de reconhecimento e um compromisso também. Sou sincero, não me omito, uso a tribuna, coloco meu posicionamento. A sociedade está pedindo muito mais, e vamos nos adaptar a esse novo momento. A experiência vai ser importante para debater, dialogar com os novos deputados.
É mais difícil atuar em um legislativo renovado?
Eu acho, mas talvez seja bom. Tem questões que há muita teimosia em mudar porque sempre foram assim. É mais fácil fazer mudanças com a renovação. Foi uma briga para acabar com os salários para os ex-governadores, por exemplo. Agora temos a questão do auxílio moradia. Temos que acabar com alguns privilégios que a sociedade não aceita.
Embora sua base eleitoral esteja em outros municípios, o senhor tem propostas pra região?
Há um bairrismo equivocado em defesa de alguns nomes, como se só aqueles pudessem fazer a defesa da região. Podemos trabalhar com base eleitoral em todo o estado. Temos a questão do turismo, infraestrutura, aquela questão das pontes marginais de Balneário Camboriú, que são acesso ao Centro de Eventos, a própria confirmação do Centro de Eventos até o fim deste ano. Na pesca temos a questão da tainha, dos defesos. Vamos ter que pensar se tem uma alternativa de ponte entre Itajaí e Navegantes, o Estado não pode mais se omitir tanto nessa questão. Também o acesso ao Beto Carrero World, que está sem iluminação. Tem temas específicos em cada município, há muitas coisas para se trabalhar.
Análise: Região de Itajaí elege deputados locais, mas nem tanto