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Balneário Camboriú

Parada da Diversidade: “Querem colocar nossas famílias debaixo do tapete”, diz ativista

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Por Dagmara Spautz
07/11/2018 - 15h36 - Atualizada em: 07/11/2018 - 17h06
Foto: Reprodução Facebook

O Coletivo "Mães pela Diversidade", que atua em 23 estados no país na luta contra o avanço da homotransfobia e pelos direitos civis dos filhos LGBTs, é um dos apoiadores da Parada da Diversidade de Balneário Camboriú, que enfrenta dificuldades de aprovação junto à prefeitura.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deu prazo até esta quinta-feira para que a administração se manifeste sobre o pedido para realização do evento, protocolado no dia 10 de agosto pela organização. A parada está marcada para 18 de novembro.

Na terça, o secretário de Turismo de Balneário Camboriú, Miro Teixeira, disse à coluna que a prefeitura não vai apoiar o evento e que ele incomoda cristãos e pessoas mais conservadoras que vivem na cidade. Em entrevista, Néia de Jesus, representante das "Mães pela Diversidade" na região de Balneário Camboriú, comentou sobre a decisão e disse que o posicionamento faz com que a cidade deixe de receber mais turistas.

Entrevista: Néia de Jesus, "Coletivo Mães pela Diversidade"

Qual a posição do Coletivo sobre a recusa da prefeitura de Balneário Camboriú?

É um retrocesso. Acho muito triste o que fazem, e este foi o pior ano em termos de argumentação (o evento ocorre por meio de mandado de segurança desde 2012). O Estado é laico, e quem disse que nossas famílias, nossos filhos não são cristãos? Eles pagam impostos, seus pais pagam impostos. O apoio que se pede não é financeiro, só queremos que não haja impedimento.

Isso prejudica o movimento?

Precisamos de mandado de segurança, então as pessoas não acreditam. Por ser uma cidade moderna, jovem, com apelo turístico, uma cidade pujante, não combina. Tentam vender que aqui tudo funciona, e têm esse posicionamento que depõe contra o que é a cidade. Balneário Camboriú é colorida, é gay, alegre, tem essa alegria do povo LGBT. Temos pessoas do Brasil todo que gostariam de vir, e a gente perde público. O turismo só não ganha mais com isso porque ficam saindo essas notícias negativas, de que não vai haver (a parada). É um direito de quem não gosta não ir. Mas há uma visão errada de que é baderna, orgia. Precisamos quebrar essa visão.

De que maneira esse posicionamento lhe afeta enquanto mãe?

Entristece muito, é um momento em que nossos jovens precisam estar apoiados, fortalecidos. Eles não escolheram, nasceram assim e têm esse direito. Fico muito triste quando querem colocar eles e as nossas famílias debaixo do tapete.

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