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Quatro de cada 10 lanchas e iates produzidos no Brasil saem de Santa Catarina

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Por Dagmara Spautz
17/11/2019 - 11h09
Em junho, Roberto Justus recebeu em Itajaí seu novo Azimut 30 Metri, um dos iates de luxo fabricados em SC (foto: Ghrua Sonorização e Eventos)
Em junho, Roberto Justus recebeu em Itajaí seu novo Azimut 30 Metri, um dos iates de luxo fabricados em SC (foto: Ghrua Sonorização e Eventos)

A cada 10 lanchas e iates produzidos no Brasil, quatro saem de Santa Catarina. A estatística é da Associação Brasileira de Construtores de Barcos e Implementos (Acobar), que reúne a maioria dos grandes estaleiros no país. Mão de obra especializada, facilidade logística e incentivos fiscais fizeram do Estado, nos últimos anos, o número um na construção de embarcações de passeio no país. Ultrapassou São Paulo, que já foi o estado líder no setor.

Santa Catarina alcançou o topo num momento em que a náutica ainda sente os efeitos da crise econômica. Desde 2013, o mercado encolheu 50% e alguns dos estaleiros internacionais que haviam investido no país deixaram o Brasil – caso da Brunswick, que fechou a fábrica de Joinville em 2017. Em todo o país, um terço dos estaleiros encerraram as atividades.

O Estado aproveitou o recuo nacional para atrair novas empresas, e pode se beneficiar do reaquecimento do mercado. Eduardo Colluna, presidente da Acobar, acredita que o pior momento já passou. A tendência, agora, é de crescimento lento e gradual.

Mais barcos

A indústria nacional recuou, e a venda de barcos em Santa Catarina não ficou imune à crise. O índice de crescimento, que chegou a 20% ao ano entre 2010 e 2013, caiu pela metade. Ainda assim, a cada ano o número de embarcações no Estado aumenta 10% - nada mal para o setor de turismo e lazer, um dos primeiros a ser afetado quando a economia patina. Já são mais de 52 mil embarcações de lazer em águas catarinenses, segundo levantamento da Associação Náutica Acatmar.

Popular

A tendência é de popularização da náutica em Santa Catarina. Há um esforço do setor para “deselitizar” as embarcações de lazer, com financiamentos, parcelamento e compra de cotas, que permitem usar o barco um determinado período de tempo no ano. A feira de embarcações usadas que ocorre neste fim de semana e no próximo na Marina Itajaí – a primeira na modalidade – vem nessa tendência. Na exposição há barcos de 21 a 70 pés, que custam de R$ 100 mil a R$ 9 milhões.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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