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    Receita Federal faz maior apreensão de fuzis de SC no porto de Navegantes

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    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    18/10/2019 - 13h59 - Atualizada em: 18/10/2019 - 15h49
    Fuzis apreendidos em Navegantes (foto: Divulgação)
    Fuzis apreendidos em Navegantes (foto: Divulgação)

    A Receita Federal apreendeu nesta quinta-feira (17) na Portonave, em Navegantes, um carregamento com 24 fuzis AR-15 e 242 munições. As armas estavam desmontadas e escondidas em quatro contêineres carregados com mercadorias vindas ilegalmente dos Estados Unidos (EUA).

    É a maior apreensão de fuzis já feita em Santa Catarina. Além disso, essa é a primeira vez que um carregamento como esse é interceptado nos portos locais.

    De acordo com comunicado da Receita, as suspeitas sobre a carga surgiram durante a verificação física dos contêineres. A carga caiu no canal de verificação em operação de rotina na alfândega - é comum que parte dos contêineres de importação passam pelo scanner, ou sejam abertos.

    Foi quando a fiscalização detectou a primeira fraude: falsa declaração de conteúdo.

    Munições apreendidas
    Munições apreendidas
    (Foto: )

    Os documentos de importação afirmavam que a carga era de vasos. Mas, na verdade, os contêineres continham suplementos alimentares, equipamentos médicos, smartphones de última geração, eletrônicos, calçados, roupas e bonés de grifes famosas. Todos importados ilegalmente, ou seja, mercadorias de descaminho.

    As peças dos fuzis, e a munição, estavam escondidos em meio a esses produtos. O que exigiu que toda a mercadoria fosse aberta e inspecionada – um total de 80 toneladas. A ação demandou 24 horas de trabalho da fiscalização.

    As armas e munições foram entregues à custódia da Polícia Federal, que seguirá com as investigações. Na sequência, serão encaminhadas ao Exército Brasileiro.

    Inquérito

    O delegado Tales Teixeira Junior, da Delegacia da Polícia Federal em Itajaí, explicou que, a princípio, o destino dos fuzis é a destruição. Mas não se descarta solicitação à Justiça para uso nas forças de segurança, por se tratarem, segundo ele, de armas de excelente qualidade.

    O inquérito instaurado pela PF vai identificar o exportador e o importador da carga. Por enquanto, nem a polícia nem a Receita informam de qual porto norte-americano saíram os contêineres, nem se Navegantes era o destino final.

    A pena por importar armas de fogo é de até oito anos de prisão, com acréscimo de 50% por serem armas de calibre restrito. A importação por via marítima também é considerada um agravante.

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