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    Balneário Camboriú

    Suspeito de causar morte de militante é solto; defesa nega agressão

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    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    29/11/2019 - 20h11 - Atualizada em: 29/11/2019 - 20h12
    Antônio Carlos Rodrigues Furtado morreu na última quarta-feira (foto: Reprodução)
    Antônio Carlos Rodrigues Furtado morreu na última quarta-feira (foto: Reprodução)

    Fábio Leandro Schlindwein, 44 anos, preso em Balneário Camboriú na última quarta-feira (27) por ter supostamente provocado a morte de Antônio Carlos Rodrigues Furtado, 61, foi liberado pela Justiça em audiência de custódia. O juiz Roque Cerutti, da 1ª Vara Criminal, entendeu que, embora haja "fortes indícios" de que a conduta de Schlindwein tenha causado a morte da vítima, ele tem bons antecedentes e, por isso, não se justifica a prisão preventiva.

    Nesta sexta-feira (29), o advogado Luiz Eduardo Cleto Righetto, que representa Schlindwein, negou que tenha havido agressão, conforme conta no relatório da Polícia Militar sobre o caso. A defesa reconhece que os dois discutiram, mas não esclarece o motivo.

    "O idoso, após uma discussão - sendo que os motivos ainda estão sendo apurados - teve um mau súbito, indo ao infarto, sendo que Fábio, inclusive havia acionado a Polícia Militar no início da discussão verbal e prestou todo o socorro necessário, quando do mau súbito", afirma, em nota.

    A defesa segue destacando que "em momento algum Fábio agrediu o idoso e muito menos utilizou-se de qualquer instrumento para ofender a sua integridade física, bem como nega a intenção de tirar-lhe a vida. Fábio é primário, tem bons antecedentes, residência fixa e trabalho lícito e com estes predicados foi beneficiado com a Liberdade Provisória, pelo juízo da Audiência de Custódia".

    Versões conflitantes

    O relatório divulgado pela Polícia Militar sobre o caso afirma que Furtado e o agressor discutiram por motivo político. Furtado se afastou e teria sido atacado. As agressões teriam continuado mesmo com a vítima caída ao chão.

    O relato afirma que Furtado conseguiu levantar-se e pediu que o agressor parasse. Caiu novamente - desta vez, vítima de uma parada cardíaca.

    Fábio Leandro Schlindwein se apresenta como bolsonarista nas redes sociais, e o relato da PM diz que, segundo ele, o desentendimento começou porque Furtado, que era militante de esquerda e filiado ao PT, "veio conversar com ele sobre política. Ambos se alteraram e as agressões iniciaram".

    No entanto, o delegado Aderlan Camargo, responsável pelo caso, afastou a hipótese. Afirmou, na quinta-feira (28), que testemunhas ouvidas na delegacia disseram que a discussão teria sido motivada "por uma dívida", mas não entrou em detalhes. Segundo ele, o agressor teria apresentado versões conflitantes à PM.

    Diante da duplicidade de versões, o PDT, partido ao qual Furtado foi filiado até fevereiro deste ano, designou o advogado Alex Casado para que acompanhe as investigações e o processo. A Comissão Executiva Nacional do PT emitiu nota em que afirma que classifica a morte do filiado de "barbárie" e "fascismo".

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